26 outubro 2012

Shangri-la
Cris Compagnoni dos Reis15:00 0 comentários


Termino de ler o livro e fico assim, sem ter o que dizer; isso sempre acontece, enquanto estou lendo já fico imaginando mil e uma coisas que vou escrever sobre ele, mas é só concluir a leitura e tudo some da minha mente.  Mas vou tentar seguir a ordem cronológica das coisas, e recordar-me do início.

Shangri-la é um thriller histórico, uma ficção que parte da premissa de que algum fato polêmico da história não aconteceu como aprendemos na escola. O foco aqui é o final da Segunda Guerra Mundial. Tudo começa quando o jornalista britânico Simon Darden do Guardian recebe uma foto que ao que tudo indica retrata a comemoração de um aniversário de 79 anos; e o aniversariante: Adolf Hitler.

Eilert Lang é quem envia a foto ao jornalista, sob a alcunha de Heinz Rainer; ele é um biólogo que por acaso encontrou em uma expedição na Antártica o que seria o “Shangri-la” dos nazistas, o refúgio que eles construíram e serviu de abrigo ao fim da guerra, onde Hitler viveu depois de ter fugido de Berlin. Desde então Lang passou a viver como um fugitivo da Última Thule, a “sociedade secreta” dos nazistas, que persegue o biólogo não só por saber de mais, mas também por ter roubado documentos que comprovam a existência desse Shangri-la, assim como de várias operações confidenciais da Thule.

No início as coisas não fazem muito sentido, são muitos nomes alemães e, como não sou familiarizada com o idioma me atrapalhava um pouco, mas a leitura não é nada complicada, algo no mesmo estilo de Dan Brown, mesclando a história real com os mitos que a rodeiam. As coisas vão acontecendo aos poucos, sempre tentando manter o suspense, manter o leitor preso ao livro despertando a sua curiosidade.

04 outubro 2012

Fora de mim
Cris Compagnoni dos Reis15:27 1 comentários


Amei, não tenho outra palavra para expressar o que achei desse livro. Não conhecia a obra de Martha Medeiros, já ouvi falar muito bem do trabalho dela, já assisti a filmes e seriados inspirados em um livro seu, mas esse foi o meu primeiro contado direto com as palavras dessa escritora. Ela ganhou mais uma fã.

Me encantei com o modo como ela usa as palavras, parece que é escrito diretamente para mim, mesmo se tratando de uma experiência que não vivi; enquanto lia tinha a impressão de estar conversando com uma amiga, é algo íntimo, pessoal, profundo, são sentimentos puros, sinceros.

Esse é um livro que fala de amor sem ser meloso, enjoativo, fala do fim de uma relação sem ser melodramático, descreve uma dor real, algo que eu ou qualquer leitor poderia sentir; e a medida que essa dor vai sendo superada, os fatos causadores vão sendo revelados de forma sutil, e vamos mergulhado cada vez mais nessa história.

Fora de mim é narrada em primeira pessoa, é como se a protagonista estivesse escrevendo uma carta para o ex, é sobre o fim de uma relação, como esse fim afeta uma pessoa, como se sofre ao passar por ele, como reagir, como superar. O livro se inicia no fim, no auge da dor é que vamos descobrindo o começo, o desenrolar dessa relação, e o porquê do seu fim. É uma história que conta como o amor surge, como ele acaba e como vivemos nesse ciclo vicioso.