08 agosto 2012

A Última Música
Cris Compagnoni dos Reis15:12 1 comentários


As vezes a gente precisa de um pouco de romantismo na vida, para isso nada melhor do que ler uma história de amor. A Última Música é uma dessas histórias, não é “melosa” mas também não achei tão surpreendente.

Conta a história de Ronnie, depois de três anos sem falar com o pai porque o culpava de a ter abandonado depois do divórcio, ela e o irmão vão para uma pequena cidade no litoral para passar o verão com o pai. O autor explora dois tipos de relacionamento: o amor fraternal dela pelo pai estremecido pela separação e a primeira paixão da adolescente.

A primeira paixão é algo que me comove, novas experiências são sempre inesquecíveis, quando é bem escrita a história dos protagonistas nos faz lembra da nossa, e nos permite vivenciar novamente. Já o amor incondicional entre pais e filhos é algo que todo mundo sente, assim é fácil que qualquer leitor se identifique com a história, o que confirma um pouco mais a minha tese de que as história de Nicholas Sparks são comerciais, mas esse é apenas o segundo livro dele que leio, preciso conhecer os outros para poder confirmar tal tese.


Histórias que vendem bem sempre vão parar nas telonas, afinal é mais fácil convencer uma pessoa a assistir um filme do que a ler um livro, mas se essa história fez tanta gente ler, imagine então quantos não irão assistir! Tá, eu gostei do livro, mas têm certas críticas que não posso deixar de fazer, Fico dividida entre criticar esse tipo de mercado literário puramente comercial que não nos ensina nada enquanto leitores e, aceitá-lo aproveitando uma leitura leve pelo simples prazer de conhecer uma história nova.

Mas voltando a história, Ronnie é uma adolescente que faz o estilo “revoltada”, sempre vestida de preto, mexas roxas no cabelo, unhas escuras, nunca cumpre os horários de voltar pra casa impostos pela mãe, e seus amigos em Nova York levam exatamente a mesma vida; mas achei um pouco contraditório ela agir assim e ao mesmo tempo ela não fuma, não bebe, e nunca usou drogas, coisas que todos os seus amigos fazem; ela é uma pessoa politicamente correta disfarçada de delinquente.

As contradições da personagem não acabam por aí, ela se apaixona por Will, um jovem que mora na mesma cidade que seu pai, é bonito, rico, mas faz o estilo “playboy”, mas depois ela descobre que ele faz trabalho voluntário e é todo engajado em ajudar o próximo; me desculpe Sparks, mas no meu mundo isso não acontece.

O que gostei realmente da história é a relação dela com o pai, aos poucos ela vai descobrindo quem realmente é o pai, esse sim é um personagem do qual eu gostei, pelo jeito que ele têm de lidar com os filhos, a sua simplicidade e a sua paixão pela música. No início achei o pai de Ronnie complacente em demasia com as atitudes da filha, mas o desfecho do livro mostra o porque disso.

Ronnie não é aceita pela rica família de Will, se envolve com os delinquentes locais, sofre a sua primeira decepção amorosa, enfim, esse verão é um turbilhão de emoções e sentimentos diferentes na vida dessa adolescente, agora que parei para pensar nessa fase da vida, talvez seja para esse público que esse livro foi escrito; mais um livro que li na fase errada da minha vida então!

Para gostarmos de ler um livro têm que ser assim: ele têm que surgir no momento certo, dizendo a coisa certa. Ainda não vi o filme ao qual esse livro deu origem, então não foi isso que estragou a história pra mim, mesmo sento uma amante da literatura infanto-juvenil, acho que este eu já passei da idade de ler!
Sobre o autor (a) Formada em Matemática e especialista em Estatística mas ganha a vida como bibliotecária e é viciada em livros. Facebook ou Twitter

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