30 julho 2012

Ponte para Terabítia
Cris Compagnoni dos Reis16:52 2 comentários


Fazia tempo que um livro não me arrancava tantas lágrimas, foi aquele choro sofrido que vem acompanhado de soluços e tudo mais, ainda estou sob o efeito dessa história, que pode até ter sido escrita para crianças, mas acho que nenhum adulto poderia deixar de ler.

Dessa vez eu fiz o contrário, eu assisti o filme antes de ler, mas quando o fiz não tinha conhecimento do livro, isso foi em 2007 quando o filme foi lançado, eu lembrava superficialmente da história, ainda bem, e por isso a minha leitura não foi prejudicada. Engraçado que quando leio uma história ela fica por muito mais tempo na minha memória, dificilmente me esqueço de detalhes, e quando apenas assisto poucos anos são suficientes para que a lembrança dessa história se esvaia.

Peguei esse livro para ler por que depois de ler três biografias seguidas eu precisava de alguma coisa de fantasia, algo que me tirasse do mundo real, mal sabia eu que Ponte para Terrabítia é uma fantasia real, uma fantasia que acontece, é a pura imaginação das crianças, do mesmo jeito que eu tantas vezes fantasiei na minha infância e tenho tanta saudade, foi assim que aprendi a sonhar.

24 julho 2012

Adeus China, o último bailarino de Mao
Cris Compagnoni dos Reis17:39 3 comentários




Conheci um mundo completamente diferente lendo esse livro, isso sempre acontece quando leio um livro de fantasia, mas com uma biografia foi a primeira vez. ADEUS CHINA é a história de Li Cunxin contada por ele, que nasceu e viveu na China Comunista de Mao Tsé Tung.

Por mais estranho que possa ser, foi essa política chinesa de Mao que propiciou a Li Cunxin a oportunidade de deixar a China, de conhecer o mundo, e descobrir que aquele não era a melhor forma de se viver como se pregava lá. O conhecimento que eu tinha a respeito do Socialismo é aquele que adquiri na escola, Li Cunxin me mostrou o outro lado, o lado de quem vive sob esse sistema; fiquei impressionada.
Aos 11 anos de idade Cunxin foi selecionado, através de testes de flexibilidade realizados em várias escolas pelo país, para estudar balé na escola de artes comandada por Madame Mao, ele deixou a extrema pobreza de sua família e foi para Pequim, aprender algo que ele não fazia ideia do que era.

Fiquei imaginando o que seria para um menino de 11 anos, muito apegado a família, sair de casa, deixar pra trás a única vida que ele conhece, as únicas pessoas que ele conhece. Os pais e irmãos o incentivam a ir porque sabem que essa é a única chance que ele terá na vida de sair da condição de pobreza em que vivem, sabem que sob a custódia de Madame Mao Cunxin não passará mais fome.