28 maio 2012

Prenda-me se for capaz
Cris Compagnoni dos Reis11:26 1 comentários


Sempre me considerei uma pessoa esperta, mas me senti um nada em termos de “esperteza” quando li as memórias de Frank Abagnale Jr., o cara é um gênio, se é que existe algum argumento capaz de defini-lo.

Essa história ficou famosa em 2002 quando foi adaptada para as telonas com a direção de Steven Spielberg e estrelado por Leonardo DiCaprio e Tom Hanks, mas eu ainda não vi essa adaptação, porém tenho um amigo que viu, adorou a história, me emprestou o livro e me convenceu a ler; confesso que de início não tive muito interesse, mas depois o interesse veio como uma avalanche e não foi preciso mais de um dia para que lesse o livro todo.

Frank foi o maior especialista em passar cheques frios do qual já ouvi falar, ele descobriu como funcionava o sistema de códigos e sequencias numéricas dos cheques nos Estados Unidos, mas para não correr o risco de ser pego ele não ficou aplicando seu golpe apenas em Nova York, ele precisava viajar.

Como um bom vigarista, Frank encontrou um meio de se deslocar pelo país de graça; ele descobriu que todo avião disponibiliza uma poltrona grátis para pilotos de outras companhias que tenham a necessidade de se deslocar em função do seu trabalho; então resolveu se tornar piloto, não de forma lícita, ele falsificou toda a documentação, conseguiu uniformes, crachá e tudo mais que era necessário para se passar por um piloto, até mesmo aumentar a sua idade porque ele ainda não tinha completado 18 anos de idade.


Depois de algum tempo espalhando cheques frios pelo país, Frank resolveu dar um tempo no seu “trabalho”, alugou um apartamento em um condomínio luxuoso e pretendia desfrutar a vida, ele precisava de uma profissão aparente que permitia sustentar o estilo de vida, então tornou-se médico, mesmo sem nunca ter pisado em uma universidade. Mas seu vizinho, que era médico de verdade o convidou para trabalhar em um hospital, e ele tomado pelo desafio resolveu aceitar; por quase um ano ele foi plantonista e conseguiu enganar a todos de que era um bom médico.

Frank foi também professor de Sociologia em uma universidade, passou em uma prova que deu a ele o direito de exercer a advocacia sem nunca ter cursado Direito, e trabalhou como advogado junto a promotores, juízes e procuradores sem nunca sequer levantar suspeita sobre a sua falta de formação acadêmica.

Mas o mundo não tinha limites para ele, tanto que resolveu voltar a ser “piloto” e se aprimorou na falsificação dos cheques que aplicava, pois o objetivo agora era espalha-los pelo mundo. Ele consegue até uma tripulação com belas comissárias de bordo para acompanhá-lo já que os hotéis desconfiam de pilotos se hospedando sozinhos.

Não acredito que alguém conseguisse fazer o que Frank fez hoje em dia, pois na época não existia a tecnologia que temos hoje, os cheques que aos poucos estão sendo substituídos por cartões de crédito e outras operações financeiras.  Fico curiosa pra saber como Frank agiria se pretendesse seguir a mesma “carreira” no tempo dos crimes virtuais, na era da informática, como a sua mente raciocinaria se tivesse a internet como ferramenta.

Mas os tempos eram outros, e apesar disso, não existe crime perfeito, nem mesmo Frank Abagnale Jr. Conseguiu escapar ileso.

Sobre o autor (a) Formada em Matemática e especialista em Estatística mas ganha a vida como bibliotecária e é viciada em livros. Facebook ou Twitter

Um comentário :

  1. Nossa não sabia que tinha o livro do filme ou melhor o filme do livro, só conhecia o filme e gostei bastante o CARA é muito inteligente

    http://enfimshakespeare.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir