01 março 2012

Como quebrar a maldição de um Dragão
Cris Compagnoni dos Reis11:50 0 comentários


Quem acompanha este blog já deve ter percebido a minha fascinação pelas histórias da Cressida Cowel, principalmente por elas se passarem nesse universo viking que têm dragões como animais de estimação, esse misto de mitologia nórdica com fantasia é um perfeito pano de fundo para qualquer história.

Como quebrar a maldição de um dragão é a quarta aventura da série Como treinar o seu dragão, e nesta história Soluço continua a ser aquele herói atípico, magro e pequeno demais para um viking, e com a responsabilidade de ser o futuro chefe da tribo dos Holligans Cabeludos.

O valor da amizade é a “moral” desta história, mas não é aquela coisa chata de ler como geralmente são as histórias que têm que ter uma “moral”, apenas vou me divertindo, curtindo a leitura. Neste livro Soluço quebra a maldição de um dragão por acaso, o seu objetivo é salvar o seu melhor amigo Perna-de-Peixe que foi picado por uma vorpente venenosa e está prestes a morrer de vortopentite, e o único antídoto para tal doença é a batata.


O grande problema é que os vikings não conhecem esse vegetal que é tão comum para nós, para eles é apenas uma lenda, alguns acreditam que esse vegetal é nativo da América, continente cuja existência nunca foi comprovada. Até porque os vikings acreditam que a Terra é plana, se navegarem para o oeste vão cair no abismo do fim do mundo e não chegar a um novo continente.

Acontece que uma tribo vizinha a de Soluço, afirma que navegou para a América e trouxe de lá uma batata, e esta encontra-se congelada e é guardada como um troféu para a tribo dos Histéricos, uma prova de que a América existe e que eles estiveram lá. Só que Soluço não pode simplesmente ir lá e pedir que o chefe dos Histéricos lhe dê a batata para salvar seu amigo, pois trata-se de uma tribo inimiga.

Para complicar um pouco mais a vida desse herói, tem uma flecha cravada na batata, e os histéricos acreditam que aquele que conseguir tirar a flecha da batata será o herói que vai livrar a ilha de Histeria da maldição do gigantesco dragão Garra da Destruição, que está adormecido há quinze anos mas pode despertar a qualquer hora.

Diferentemente dos livros anteriores da série, neste percebi uma certa inspiração da autora em dois clássicos, primeiro a história da flecha cravada ma batata que ninguém consegue retirar, apenas o verdadeiro herói; é uma forma divertida de lembrar da lenda de Excalibur, a espada do Rei Artur que estava cravada na pedra. E também lembrei muito da saga de Harry Potter, cujo inimigo não podia ser nomeado, era conhecido como Você-Sabe-Quem, e nesta história é a batata que não deve ser nomeada, ela é conhecida como Vegetal-Cujo-Nome-Não-Deve-Ser-Pronunciado.

Novamente Soluço tem a ajuda do seu dragão Banguela, sempre preguiçoso e mal humorado e da sua amiga Camicazy, herdeira da tribo das Ladras do Pântano ágil e esperta; mas e Perna-de-Peixe? Será que ele estará na próxima aventura do nosso herói?
Sobre o autor (a) Formada em Matemática e especialista em Estatística mas ganha a vida como bibliotecária e é viciada em livros. Facebook ou Twitter

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