25 janeiro 2012

Querido Jhon
Cris Compagnoni dos Reis11:52 2 comentários


Ultimamente tem sido difícil não citar o nome de Nichola Sparks quando se fala de romances, ainda mais se levarmos em consideração as histórias levadas para as telonas; mas essa leitora que os fala nunca tinha lido um livro dele, já ouvi falar muito à respeito mas já estava na hora de tirar as minhas próprias conclusões.

No caso de Querido Jhon, aconteceu algo que particularmente não gosto: eu assisti ao filme antes de ler o livro; quando o fiz não sabia da existência do livro e muito menos que o ganharia de presente. Acho que foi por isso que demorei tanto para começar a ler, queria dar um tempo para ver se conseguia esquecer um pouco da história antes de ler, pois gosto de imaginar as coisas do meu jeito e, tendo assistido antes, sempre acabo relacionando com o filme, eu lembro ao invés de imaginar.

Mas isso não estragou a minha leitura, afinal que mulher não gosta de uma boa história de amor? Eu, sempre gostei, choro horrores, e chorei muito lendo Querido Jhon. Acho que foi a pureza, a inocência do sentimento entre Jhon e Savannah que me emocionou; é aquele amor singelo e verdadeiro, que chega de surpresa e muda a vida deles.


Jhon é um soldado que serve fora do país e conhece Savannah durante uma licença, a impressão de ambos é de que já se conheciam a vida inteira (o que é clichê nesse tipo de história). O sentimento que os une é tão intenso que nenhum dos dois imaginou que sofreria tanto na dolorosa despedida, pois Jhon tem que voltar para a Alemanha.

As duas semanas que passaram juntos os leva a fazerem juras de amor, Savannah promete esperar por ele e Jhon promete se casar com ela assim que for dispensado do exército, o que é previsto que aconteça em menos de dois anos. Combinam de se corresponderem, fazem planos para a próxima licença de Jhon, trocam e-mails e telefonemas, mas a preferência ainda são as cartas.

Aí vem o “golpe do destino” (clichê também): os atentados terroristas de onze de setembro mexem com a vida de todo mundo, Jhon não consegue deixar o exército, e acaba se alistando por mais dois anos. Savannah compreende de início, mas a espera por Jhon parece nunca ter um fim. A vida dela têm que continuar apesar da guerra, e Jhon recebe uma carta que muda todos os seus planos, faz com que eles não tenha mais vontade de deixar aquela guerra e voltar para casa, ele não tinha mais para onde voltar.

É uma história previsível, não me surpreendeu em nada, é mais um daqueles romances “água com açúcar” mais ainda assim me arrancou alguns suspiros e lágrimas. Adorei a personalidade e o jeito do Jhon, ele é uma daquelas pessoas que são completamente diferentes do que aparentam ser. Já com a Savannah não simpatizei muito, ela não é uma personagem que me pareça real, não consigo imaginar que exista alguém como ela, é “perfeita” demais.

Imagino que os outros livros do Nicholar Sparks sejam bem parecidos com esse, pelo menos é o que posso falar dos filmes que vi que são baseados nas obras dele. Mas eu gosto de histórias assim, não para ler sempre, mas às vezes é bom dar um banho de “água com açúcar” na vida da gente.


Obs.: Ganhei esse livro do amigo Rafael Gallas do blog: O Colecionador de Latas e da sua esposa Greice. Agradeço novamente e, podem me presentear com livros sempre!
Sobre o autor (a) Formada em Matemática e especialista em Estatística mas ganha a vida como bibliotecária e é viciada em livros. Facebook ou Twitter

2 comentários :

  1. Eu acho que gostei mais da tua resenha do que do gênero! Sei lá, romances não me comovem, talvez porque nunca acreditei de verdade, talvez porque me cansem os mesmos lugares-comuns. Beijos.

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  2. eu li o milagre e achei fraco.....não me emocionou muito, tampouco teve uma grande história....sei lá....esperava mais....

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