25 janeiro 2012

Confissões de adolescente
Cris Compagnoni dos Reis16:44 6 comentários


Às vezes acontecem coisas como: um livro velho, assim com as páginas caindo, acaba parando em minhas mãos, começo a dar uma olhada, ver do que se trata e, quando me dou conta, já li o livro inteiro. Com esse foi assim, leitura de uma tarde que fez o tempo passar sem que eu percebesse, bem aquela coisa de mergulhar naquelas páginas e esquecer que o resto do mundo existe. Adoro quando isso acontece.

Esse livro era inicialmente o diário da autora Maria Mariana, filha de um diretor de teatro, aquilo virou uma peça protagonizada por ela e por mais três atrizes que também contribuíram com alguns textos: Patrícia Perrone, Ingrid Guimarães e Carol Machado. Pelo que pesquisei na internet o sucesso foi tão grande que virou um seriado na década de 90 e também um livro. Eu não me culpo por não saber disso porque não passava de uma criança nessa época, e, a internet está aí para isso, agora eu já sei.

O livro não é em formato de peça teatral (ainda bem, se não eu não teria lido), são os textos interpretados pelas atrizes na peça. São textos curtos, divertidos e polêmicos, creio que sejam polêmicos até mesmo nos dias atuais, pois os assuntos abordados ainda não deixaram de ser um tabu para a sociedade em geral mesmo depois de tantos anos.

Elas falam de meninos, do primeiro beijo, sexo, AIDS, aborto, festas, drogas, e como elas ficam no meio disso tudo, o turbilhão de sentimentos dessa fase da vida, a dramaticidade de ser adolescente, onde tudo parece ser o fim do mundo. Já li muitos livros que abordam esse universo adolescente, mas nenhum que trate desses assuntos de um jeito tão despachado.

Ri muito com esse livro, gostei de ter lido atualmente e não na minha adolescência, acho que eu teria ficado chocada e não teria me divertido tanto com a leitura; agora fiquei curiosa a respeito do seriado, vou ver se encontro na internet, recurso que os adolescentes daquela época não tinham e que os de hoje não vivem sem!

Querido Jhon
Cris Compagnoni dos Reis11:52 2 comentários


Ultimamente tem sido difícil não citar o nome de Nichola Sparks quando se fala de romances, ainda mais se levarmos em consideração as histórias levadas para as telonas; mas essa leitora que os fala nunca tinha lido um livro dele, já ouvi falar muito à respeito mas já estava na hora de tirar as minhas próprias conclusões.

No caso de Querido Jhon, aconteceu algo que particularmente não gosto: eu assisti ao filme antes de ler o livro; quando o fiz não sabia da existência do livro e muito menos que o ganharia de presente. Acho que foi por isso que demorei tanto para começar a ler, queria dar um tempo para ver se conseguia esquecer um pouco da história antes de ler, pois gosto de imaginar as coisas do meu jeito e, tendo assistido antes, sempre acabo relacionando com o filme, eu lembro ao invés de imaginar.

Mas isso não estragou a minha leitura, afinal que mulher não gosta de uma boa história de amor? Eu, sempre gostei, choro horrores, e chorei muito lendo Querido Jhon. Acho que foi a pureza, a inocência do sentimento entre Jhon e Savannah que me emocionou; é aquele amor singelo e verdadeiro, que chega de surpresa e muda a vida deles.

12 janeiro 2012

Como se tornar o pior aluno da escola
Cris Compagnoni dos Reis03:36 16 comentários


Ainda estou na fase de ler livros infanto-juvenis, e estou adorando. Esse eu ganhei de um amigo muito querido (o bom de todos saberem que gosto de ler é que sempre ganho livros), e por ser um livro escrito por um humorista, a primeira coisa que se espera dele é que seja muito engraçado!

Como se tornar o pior aluno da escola é o primeiro livro do Danilo Gentili, tentei deixar de lado a opinião que tenho sobre a carreira do autor como humorista, pois conheço pouco e pelo que conheço, posso afirmar que não é o estilo de humor que aprecio; não queria deixar que isso influenciasse a minha leitura, mas essa não é uma tarefa fácil.

O livro é dividido em várias lições do tipo: colar na prova, não fazer a lição de casa, matar aula, chegar atrasado à escola, colocar apelido nos colegas, colocar a culpa no outro, não ler livros (definitivamente, com essa eu não posso concordar), e outras coisas do tipo. Em algumas “lições” realmente vi muita criatividade, mas a maioria delas pode ser vista em qualquer filme sobre adolescentes americanos que se passa em uma escola, clichê demais.