12 novembro 2012

Cinquenta tons de liberdade
Cris Compagnoni dos Reis14:23 3 comentários


Previsível, desde o primeiro volume da trilogia já imaginava que essa história terminaria assim, e a profecia se cumpriu, sem surpresa alguma, sem emoção alguma, então não estarei estragando a história para nenhum potencial leitor se contar que Anastacia e Christian chegam ao seu “felizes para sempre” no fim da história.

Neste terceiro volume da trilogia me decepcionei com a falta da narrativa do casamento do casal principal, acho que toda leitora romântica esperava uma descrição melhor do evento, e não apenas alguns relances que surgiam nos sonhos da protagonista. A história já não vinha sendo bem contada, e assim ela permaneceu no seu episódio final.

Mas é compreensível o sucesso de vendas desses livros, pois não passa de um conto de fadas moderno, e contos de fadas são contados e recontados a séculos; a principal diferença é que neste existe sexo, mas inda têm o “príncipe encantado” que faz qualquer mulher suspirar.

06 novembro 2012

Divã
Cris Compagnoni dos Reis15:11 1 comentários


Têm uma Mercedes dentro de mim. É exatamente isso que senti ao ler Divã, será que só eu me senti assim? Minha relação com essa história é longa, antes de tudo assisti ao filme que foi inspirado no livro, amei a versão das telonas, ainda mais por ver a empolgação da minha irmã com ele, ela gosta tanto e, já viu tantas vezes, que já têm na memória muitos dos diálogos do filme. Depois veio o seriado, tive muita raiva ao descobrir, no final da segunda temporada, que não haveria uma terceira. E, algum tempo depois, a obra que originou tudo isso veio parar nas minhas mãos, pertence a minha irmã é claro, mas eu não deixaria de ler.

Esse é o segundo livro da Martha Medeiros que leio, e essa autora cresce cada vez mais no meu conceito, tenho a impressão de que ela me conhece, por isso escreve pra mim; as personagens dela tem alguma coisa minha ou sou eu que tenho algo delas? Não importa, sei que me identifico demais com as coisas que ela escreve, a forma como usa as palavras, é algo íntimo, que só eu sei sobre mim, apesar de que, agora, acho que a Martha sabe também.

26 outubro 2012

Shangri-la
Cris Compagnoni dos Reis15:00 0 comentários


Termino de ler o livro e fico assim, sem ter o que dizer; isso sempre acontece, enquanto estou lendo já fico imaginando mil e uma coisas que vou escrever sobre ele, mas é só concluir a leitura e tudo some da minha mente.  Mas vou tentar seguir a ordem cronológica das coisas, e recordar-me do início.

Shangri-la é um thriller histórico, uma ficção que parte da premissa de que algum fato polêmico da história não aconteceu como aprendemos na escola. O foco aqui é o final da Segunda Guerra Mundial. Tudo começa quando o jornalista britânico Simon Darden do Guardian recebe uma foto que ao que tudo indica retrata a comemoração de um aniversário de 79 anos; e o aniversariante: Adolf Hitler.

Eilert Lang é quem envia a foto ao jornalista, sob a alcunha de Heinz Rainer; ele é um biólogo que por acaso encontrou em uma expedição na Antártica o que seria o “Shangri-la” dos nazistas, o refúgio que eles construíram e serviu de abrigo ao fim da guerra, onde Hitler viveu depois de ter fugido de Berlin. Desde então Lang passou a viver como um fugitivo da Última Thule, a “sociedade secreta” dos nazistas, que persegue o biólogo não só por saber de mais, mas também por ter roubado documentos que comprovam a existência desse Shangri-la, assim como de várias operações confidenciais da Thule.

No início as coisas não fazem muito sentido, são muitos nomes alemães e, como não sou familiarizada com o idioma me atrapalhava um pouco, mas a leitura não é nada complicada, algo no mesmo estilo de Dan Brown, mesclando a história real com os mitos que a rodeiam. As coisas vão acontecendo aos poucos, sempre tentando manter o suspense, manter o leitor preso ao livro despertando a sua curiosidade.

04 outubro 2012

Fora de mim
Cris Compagnoni dos Reis15:27 1 comentários


Amei, não tenho outra palavra para expressar o que achei desse livro. Não conhecia a obra de Martha Medeiros, já ouvi falar muito bem do trabalho dela, já assisti a filmes e seriados inspirados em um livro seu, mas esse foi o meu primeiro contado direto com as palavras dessa escritora. Ela ganhou mais uma fã.

Me encantei com o modo como ela usa as palavras, parece que é escrito diretamente para mim, mesmo se tratando de uma experiência que não vivi; enquanto lia tinha a impressão de estar conversando com uma amiga, é algo íntimo, pessoal, profundo, são sentimentos puros, sinceros.

Esse é um livro que fala de amor sem ser meloso, enjoativo, fala do fim de uma relação sem ser melodramático, descreve uma dor real, algo que eu ou qualquer leitor poderia sentir; e a medida que essa dor vai sendo superada, os fatos causadores vão sendo revelados de forma sutil, e vamos mergulhado cada vez mais nessa história.

Fora de mim é narrada em primeira pessoa, é como se a protagonista estivesse escrevendo uma carta para o ex, é sobre o fim de uma relação, como esse fim afeta uma pessoa, como se sofre ao passar por ele, como reagir, como superar. O livro se inicia no fim, no auge da dor é que vamos descobrindo o começo, o desenrolar dessa relação, e o porquê do seu fim. É uma história que conta como o amor surge, como ele acaba e como vivemos nesse ciclo vicioso.

20 setembro 2012

Cinquenta Tons Mais Escuros
Cris Compagnoni dos Reis09:41 26 comentários

A curiosidade é aquela coisa que faz com que a gente corra atrás do segundo livro assim que acaba de ler o primeiro, e como sou muito curiosa li Cinquenta Tons Mais Escuros em apenas dois dias, isso que li no computador já que consegui o arquivo do livro antes do livro físico.

Achei esse livro muito melhor que o primeiro, ele aborda mais as características psicológicas de Christian Grey, Anastacia descobre algumas coisas pelas quais ele passou e entende melhor a personalidade dele. A relação dos dois amadurece muito, já que ao invés de assinar o contrato que estava sendo discutido no primeiro livro, ele se descobre apaixonado pela moça e propõe a ela uma relação “convencional” (estraguei o final do primeiro livro para quem ainda não o leu!).

Em termos de construção de personagens creio que a autora evoluiu bastante com relação a Christian, mas Anastacia continua aquela coisa “sem sal”; gosto de personagens com personalidades fortes, marcantes, e essa protagonista não é assim, talvez esse meu sentimento com relação a ela seja intensificado por uma pitada de inveja, já que ela tem o Christian na vida dela; Que homem é esse meu Deus, se não fosse fictício eu tentaria entrar em contato para solicitar que ele desse uns conselhos para o meu namorado, uma espécie de consultoria; mas, falando sério, um homem como ele não existe, é a personificação de todas as fantasias femininas.

17 setembro 2012

Cinquenta Tons de Cinza
Cris Compagnoni dos Reis14:55 2 comentários


Eu li um livro erótico! Pronto, assumi; pra mim é difícil fazer isso, mas me propus a escrever sobre tudo que ler, então aqui está a minha postagem sobre Cinquenta Tons de Cinza. Esse é o estilo literário do momento, está liderando as vendas, e é bem fácil entender por que: sexo vende!

Fica bem claro que um livro comercial, ele foi feito para vender, tanto que faz parte de uma trilogia, pra que vender um livro só se se pode vender três. E a protagonista, Anastacia, é aquela mulher que qualquer leitora poderia ser, ela não têm características marcantes, não é uma personagem complexa, fica muito fácil se colocar no lugar dela, ainda mais se for pra se apaixonar por um homem rico, lindo e misterioso.

Christian Grey é o homem que invade de repente os pensamentos de Anastácia, ele vai o entrevistar para o jornal da faculdade no lugar da amiga que estava doente, ele é um empresário jovem e muito bem sucedido que financia muitas pesquisas da faculdade e será homenageado na formatura de Anastácia. A atração entre eles é momentânea, mas ela se sente intimidada por aquele homem e sem esperança alguma pois o que ele iria ver em uma mulher como ela.

Mas eles tornam-se a se encontrar, e aos poucos vão se conhecendo. Um dia Christian leva Anstácia para sua casa e revela quais são as intenções dele com relação a ela: ele assume ser um dominador, mostra a ela um quarto todo cheio de chicotes, varas, algemas, mordaças, e apetrechos sexuais, e lhe propõe que ela seja sua submissa, e que isso fique formalizado através de um contrato, e também faz com que ela assine um contrato de confidencialidade para que ela não possa contar essa proposta para mais ninguém.

17 agosto 2012

Nada dura para sempre
Cris Compagnoni dos Reis08:45 2 comentários


Já fazia algum tempo que não lia dada do Sidney Sheldon, sempre gostei muito dos livros dele porque as suas histórias sempre conseguiram me envolver, me deixar curiosa, aquele suspense com uma pitadinha de romance, personagens ambiciosos e outros corretíssimos, mocinhas corajosas e determinadas, vilões inescrupulosos.

Nada dura para sempre não seria diferente, a história começa quando três jovens médicas dão início a sua residência em um grande hospital público de São Francisco; Paige Taylor, Kate Hunter e Betty Talf são as únicas mulheres do grupo, e se tornam muito amigas, até passam a dividir um apartamento.

A vida corrida no hospital passa a fazer parte do cotidiano das três, mas elas sempre encontravam tempo para estar juntas, para se apaixonar. O livro não segue uma sequência cronológica, Sidney Sheldon sempre recorre ao passado das protagonistas para aos poucos o leitor possa conhecê-las e compreender as atitudes que elas tomam no decorrer da história.

Peige era filha de um médico que trabalhou a vida inteira para uma organização humanitária, ela cresceu em acampamentos por países pobres e sempre sonhou em ser igual ao pai. Betty sempre foi o patinho feio e desajeitado de uma família rica, sonhava em ser enfermeira, mas o pai lhe obrigou a fazer medicina porque se uma Talf queria trabalhar com saúde teria que ser médica e não outra coisa qualquer. E Kate foi abusada pelo padrasto quando criança, engravidou e fugiu para a casa de uma tia que ajudou a fazer um aborto e a incentivou a estudar e batalhar para ser uma vencedora, ela era uma negra determinada.

08 agosto 2012

A Última Música
Cris Compagnoni dos Reis15:12 1 comentários


As vezes a gente precisa de um pouco de romantismo na vida, para isso nada melhor do que ler uma história de amor. A Última Música é uma dessas histórias, não é “melosa” mas também não achei tão surpreendente.

Conta a história de Ronnie, depois de três anos sem falar com o pai porque o culpava de a ter abandonado depois do divórcio, ela e o irmão vão para uma pequena cidade no litoral para passar o verão com o pai. O autor explora dois tipos de relacionamento: o amor fraternal dela pelo pai estremecido pela separação e a primeira paixão da adolescente.

A primeira paixão é algo que me comove, novas experiências são sempre inesquecíveis, quando é bem escrita a história dos protagonistas nos faz lembra da nossa, e nos permite vivenciar novamente. Já o amor incondicional entre pais e filhos é algo que todo mundo sente, assim é fácil que qualquer leitor se identifique com a história, o que confirma um pouco mais a minha tese de que as história de Nicholas Sparks são comerciais, mas esse é apenas o segundo livro dele que leio, preciso conhecer os outros para poder confirmar tal tese.

30 julho 2012

Ponte para Terabítia
Cris Compagnoni dos Reis16:52 2 comentários


Fazia tempo que um livro não me arrancava tantas lágrimas, foi aquele choro sofrido que vem acompanhado de soluços e tudo mais, ainda estou sob o efeito dessa história, que pode até ter sido escrita para crianças, mas acho que nenhum adulto poderia deixar de ler.

Dessa vez eu fiz o contrário, eu assisti o filme antes de ler, mas quando o fiz não tinha conhecimento do livro, isso foi em 2007 quando o filme foi lançado, eu lembrava superficialmente da história, ainda bem, e por isso a minha leitura não foi prejudicada. Engraçado que quando leio uma história ela fica por muito mais tempo na minha memória, dificilmente me esqueço de detalhes, e quando apenas assisto poucos anos são suficientes para que a lembrança dessa história se esvaia.

Peguei esse livro para ler por que depois de ler três biografias seguidas eu precisava de alguma coisa de fantasia, algo que me tirasse do mundo real, mal sabia eu que Ponte para Terrabítia é uma fantasia real, uma fantasia que acontece, é a pura imaginação das crianças, do mesmo jeito que eu tantas vezes fantasiei na minha infância e tenho tanta saudade, foi assim que aprendi a sonhar.

24 julho 2012

Adeus China, o último bailarino de Mao
Cris Compagnoni dos Reis17:39 3 comentários




Conheci um mundo completamente diferente lendo esse livro, isso sempre acontece quando leio um livro de fantasia, mas com uma biografia foi a primeira vez. ADEUS CHINA é a história de Li Cunxin contada por ele, que nasceu e viveu na China Comunista de Mao Tsé Tung.

Por mais estranho que possa ser, foi essa política chinesa de Mao que propiciou a Li Cunxin a oportunidade de deixar a China, de conhecer o mundo, e descobrir que aquele não era a melhor forma de se viver como se pregava lá. O conhecimento que eu tinha a respeito do Socialismo é aquele que adquiri na escola, Li Cunxin me mostrou o outro lado, o lado de quem vive sob esse sistema; fiquei impressionada.
Aos 11 anos de idade Cunxin foi selecionado, através de testes de flexibilidade realizados em várias escolas pelo país, para estudar balé na escola de artes comandada por Madame Mao, ele deixou a extrema pobreza de sua família e foi para Pequim, aprender algo que ele não fazia ideia do que era.

Fiquei imaginando o que seria para um menino de 11 anos, muito apegado a família, sair de casa, deixar pra trás a única vida que ele conhece, as únicas pessoas que ele conhece. Os pais e irmãos o incentivam a ir porque sabem que essa é a única chance que ele terá na vida de sair da condição de pobreza em que vivem, sabem que sob a custódia de Madame Mao Cunxin não passará mais fome.

14 junho 2012

3096 dias
Cris Compagnoni dos Reis17:27 0 comentários


Acho que esta foi a primeira fez que terminei de ler um livro e não sei por onde começar a falar dele, acho que ainda estou chocada com a história, saber que os fatos são reais, que o livro é um relato, é um agravante nessa sensação de choque. Não me lembro de ter lido alguma ficção que descrevesse tamanha crueldade, é triste perceber que essas coisas acontecem mais na vida real.

Neste livro Natascha Kampusch conta em detalhes tudo o que passou durante os oito anos e meio em que ficou em um cativeiro; ela foi sequestrada aos 10 anos de idade e conseguiu fugir aos dezoito. Bem, eu não chamaria de sequestro, pois Wolfgang Priklopil nunca pediu resgate, para mim estaria mais para um rapto, mas o nome que se dá a esse crime não importa.

Aos dez anos de idade Natascha conquistou o direito de ir sozinha caminhando para a escola, e era a primeira vez que ela fazia o trajeto, também foi a primeira vez em que saiu de casa sem se despedir da mãe. Andando ela avistou na rua uma caminhonete branca parada e um homem alto escorado nela, pensou em atravessar a rua mas pensou que ele não faria nada com ela, ela não iria falar com ele, mas quando ela passou perto dele ele a pegou e a jogou dentro do carro, mandou ela se abaixar e ficar quietinha e assustada ela obedeceu.

28 maio 2012

Prenda-me se for capaz
Cris Compagnoni dos Reis11:26 1 comentários


Sempre me considerei uma pessoa esperta, mas me senti um nada em termos de “esperteza” quando li as memórias de Frank Abagnale Jr., o cara é um gênio, se é que existe algum argumento capaz de defini-lo.

Essa história ficou famosa em 2002 quando foi adaptada para as telonas com a direção de Steven Spielberg e estrelado por Leonardo DiCaprio e Tom Hanks, mas eu ainda não vi essa adaptação, porém tenho um amigo que viu, adorou a história, me emprestou o livro e me convenceu a ler; confesso que de início não tive muito interesse, mas depois o interesse veio como uma avalanche e não foi preciso mais de um dia para que lesse o livro todo.

Frank foi o maior especialista em passar cheques frios do qual já ouvi falar, ele descobriu como funcionava o sistema de códigos e sequencias numéricas dos cheques nos Estados Unidos, mas para não correr o risco de ser pego ele não ficou aplicando seu golpe apenas em Nova York, ele precisava viajar.

Como um bom vigarista, Frank encontrou um meio de se deslocar pelo país de graça; ele descobriu que todo avião disponibiliza uma poltrona grátis para pilotos de outras companhias que tenham a necessidade de se deslocar em função do seu trabalho; então resolveu se tornar piloto, não de forma lícita, ele falsificou toda a documentação, conseguiu uniformes, crachá e tudo mais que era necessário para se passar por um piloto, até mesmo aumentar a sua idade porque ele ainda não tinha completado 18 anos de idade.

21 maio 2012

A Guerra dos Tronos
Cris Compagnoni dos Reis23:41 4 comentários


Esse livro é o primeiro volume de AS CRÔNICAS DE GELO E FOGO do George R. R. Martin; quis ler porque li uma crítica na internet que comparava essa saga com O Senhor dos Anéis, e ainda afirmava que era melhor que obra de Tolkien, como grande fã da história de Frodo não poderia deixar de ler algo que dizem se comparar a ela.

Ainda não li um livro de fantasia que não me agradasse, gosto muito do gênero, e A Guerra dos Tronos foi a fantasia mais “real” que já li, creio que isso se deve a construção dos personagens, eles são demasiado humanos, complexos, com todas as qualidades e defeitos que uma pessoa pode ter.

A história começa quando o rei Robert vai até o longínquo norte pedir ao seu amigo Eddard, que é o Lorde de Winterfell, que assuma o cargo de Mão do Rei, uma espécie de conselheiro. Ele resiste em aceitar o cargo mas quando sua esposa Catelyn é informada pela irmã viúva do antigo Mão, de que o marido foi envenenado pela rainha Cersei que pertence à poderosa casa Lennister, Eddard resolve aceitar a proposta do amigo e vai para a corte com as suas duas filhas Sansa e Arya.

12 abril 2012

Mil dias em Veneza
Cris Compagnoni dos Reis21:55 4 comentários

Talvez esse seja o livro que mais me demorei a ler, fui saboreando aos poucos, um pouquinho por dia. Não conheço Veneza, pelo menos não conhecia, agora creio que possa afirmar que conheço um pouco dessa cidade, mesmo sem nunca ter estado lá, essa é a magia da literatura.

Mil dias em Veneza é um romance, mas é um romance possível, um romance real, não é uma obra de ficção; é uma parte da biografia de Marlena de Blassi, uma chefe de cozinha americana que escreve críticas gastronômicas, e em uma de suas viagens a trabalho à Veneza conhece um veneziano, com olhos cor de mirtilo. Algum tempo depois esse veneziano que Marlena chama carinhosamente de “estranho” vai aos Estados Unidos a pede em casamento; ela corajosamente deixa a sua vida pra trás e muda-se para Veneza para se casar com o estranho.

Geralmente quando leio histórias reais me choco, me impressiono, mas essa é uma que me encantou, pela leveza, pela simplicidade, e pela percepção de comoa valorização das pequenas coisas boas que nos acontecem diariamente pode nos fazer felizes. A realidade não precisa ser dura, e o amor não existe apenas para os jovens, Marlena e Fernando são duas pessoas maduras, que resolvem dividir suas vidas.

16 março 2012

Saga Harry Potter
Cris Compagnoni dos Reis10:21 4 comentários



Desde que comecei a escrever esse blog penso em o que eu escreveria sobre Harry Potter, tenho medo de que qualquer coisa que eu venha a escrever já foi feito por alguém, mesmo que eu desconheça. O fato é que essa saga é algo muito especial para todos aqueles que leram, que esperavam ansiosamente o lançamento do próximo livro, que ficavam horas nas filas dos cinemas para conseguir ver a primeira exibição de cada filme; esse bruxo marcou uma geração.

Não acompanhei desde o princípio, quando “me viciei” nessa história o quinto livro tinha acabado de ser lançado, então só tive que aguardar os dois últimos, mas confesso que esperar pelo sétimo livro foi uma tortura; por isso, mesmo que tardia, me considero parte dessa “geração Harry Potter”, eu ri, chorei, sofri, torci e me emocionei muito com esses livros, e ainda sinto que a saga tenha acabado.

Muitos acham que são livros para crianças, eu não, pra mim a literatura não têm idade, principalmente a aventura e a fantasia, sonhar não pode ser um privilégio dos pequenos. Mas esse é um herói que cativa o leitor pela sua simplicidade, pela sua trágica história, em um momento ele é um menino órfão que mora embaixo da escada da casa da tia, e noutro é um bruxo famoso e com poderes surpreendentes.

01 março 2012

Como quebrar a maldição de um Dragão
Cris Compagnoni dos Reis11:50 0 comentários


Quem acompanha este blog já deve ter percebido a minha fascinação pelas histórias da Cressida Cowel, principalmente por elas se passarem nesse universo viking que têm dragões como animais de estimação, esse misto de mitologia nórdica com fantasia é um perfeito pano de fundo para qualquer história.

Como quebrar a maldição de um dragão é a quarta aventura da série Como treinar o seu dragão, e nesta história Soluço continua a ser aquele herói atípico, magro e pequeno demais para um viking, e com a responsabilidade de ser o futuro chefe da tribo dos Holligans Cabeludos.

O valor da amizade é a “moral” desta história, mas não é aquela coisa chata de ler como geralmente são as histórias que têm que ter uma “moral”, apenas vou me divertindo, curtindo a leitura. Neste livro Soluço quebra a maldição de um dragão por acaso, o seu objetivo é salvar o seu melhor amigo Perna-de-Peixe que foi picado por uma vorpente venenosa e está prestes a morrer de vortopentite, e o único antídoto para tal doença é a batata.

25 janeiro 2012

Confissões de adolescente
Cris Compagnoni dos Reis16:44 6 comentários


Às vezes acontecem coisas como: um livro velho, assim com as páginas caindo, acaba parando em minhas mãos, começo a dar uma olhada, ver do que se trata e, quando me dou conta, já li o livro inteiro. Com esse foi assim, leitura de uma tarde que fez o tempo passar sem que eu percebesse, bem aquela coisa de mergulhar naquelas páginas e esquecer que o resto do mundo existe. Adoro quando isso acontece.

Esse livro era inicialmente o diário da autora Maria Mariana, filha de um diretor de teatro, aquilo virou uma peça protagonizada por ela e por mais três atrizes que também contribuíram com alguns textos: Patrícia Perrone, Ingrid Guimarães e Carol Machado. Pelo que pesquisei na internet o sucesso foi tão grande que virou um seriado na década de 90 e também um livro. Eu não me culpo por não saber disso porque não passava de uma criança nessa época, e, a internet está aí para isso, agora eu já sei.

O livro não é em formato de peça teatral (ainda bem, se não eu não teria lido), são os textos interpretados pelas atrizes na peça. São textos curtos, divertidos e polêmicos, creio que sejam polêmicos até mesmo nos dias atuais, pois os assuntos abordados ainda não deixaram de ser um tabu para a sociedade em geral mesmo depois de tantos anos.

Elas falam de meninos, do primeiro beijo, sexo, AIDS, aborto, festas, drogas, e como elas ficam no meio disso tudo, o turbilhão de sentimentos dessa fase da vida, a dramaticidade de ser adolescente, onde tudo parece ser o fim do mundo. Já li muitos livros que abordam esse universo adolescente, mas nenhum que trate desses assuntos de um jeito tão despachado.

Ri muito com esse livro, gostei de ter lido atualmente e não na minha adolescência, acho que eu teria ficado chocada e não teria me divertido tanto com a leitura; agora fiquei curiosa a respeito do seriado, vou ver se encontro na internet, recurso que os adolescentes daquela época não tinham e que os de hoje não vivem sem!

Querido Jhon
Cris Compagnoni dos Reis11:52 2 comentários


Ultimamente tem sido difícil não citar o nome de Nichola Sparks quando se fala de romances, ainda mais se levarmos em consideração as histórias levadas para as telonas; mas essa leitora que os fala nunca tinha lido um livro dele, já ouvi falar muito à respeito mas já estava na hora de tirar as minhas próprias conclusões.

No caso de Querido Jhon, aconteceu algo que particularmente não gosto: eu assisti ao filme antes de ler o livro; quando o fiz não sabia da existência do livro e muito menos que o ganharia de presente. Acho que foi por isso que demorei tanto para começar a ler, queria dar um tempo para ver se conseguia esquecer um pouco da história antes de ler, pois gosto de imaginar as coisas do meu jeito e, tendo assistido antes, sempre acabo relacionando com o filme, eu lembro ao invés de imaginar.

Mas isso não estragou a minha leitura, afinal que mulher não gosta de uma boa história de amor? Eu, sempre gostei, choro horrores, e chorei muito lendo Querido Jhon. Acho que foi a pureza, a inocência do sentimento entre Jhon e Savannah que me emocionou; é aquele amor singelo e verdadeiro, que chega de surpresa e muda a vida deles.

12 janeiro 2012

Como se tornar o pior aluno da escola
Cris Compagnoni dos Reis03:36 16 comentários


Ainda estou na fase de ler livros infanto-juvenis, e estou adorando. Esse eu ganhei de um amigo muito querido (o bom de todos saberem que gosto de ler é que sempre ganho livros), e por ser um livro escrito por um humorista, a primeira coisa que se espera dele é que seja muito engraçado!

Como se tornar o pior aluno da escola é o primeiro livro do Danilo Gentili, tentei deixar de lado a opinião que tenho sobre a carreira do autor como humorista, pois conheço pouco e pelo que conheço, posso afirmar que não é o estilo de humor que aprecio; não queria deixar que isso influenciasse a minha leitura, mas essa não é uma tarefa fácil.

O livro é dividido em várias lições do tipo: colar na prova, não fazer a lição de casa, matar aula, chegar atrasado à escola, colocar apelido nos colegas, colocar a culpa no outro, não ler livros (definitivamente, com essa eu não posso concordar), e outras coisas do tipo. Em algumas “lições” realmente vi muita criatividade, mas a maioria delas pode ser vista em qualquer filme sobre adolescentes americanos que se passa em uma escola, clichê demais.