04 novembro 2011

Alexandre, o Grande e sua sede de fama
Cris Compagnoni dos Reis08:44 0 comentários

Cá estou eu novamente com uma biografia, gosto mesmo de biografias, ainda mais quando é escrita com muito bom humor, com ilustrações divertidas, sem aquele lado sério que a História pode ter, mas fiel aos fatos, afinal, o passado não pode ser mudado. Alexandre foi grande mesmo, não fisicamente, pois tudo indica que ele era bem baixinho, mas seus feitos foram grandes, ele fez coisas que ninguém ousou imaginar em sua época.

Como todos os mortos de fama biografados por livros da Coleção Mortos de Fama, Alexandre, o Grande também recebeu um carinhoso apelido, o autor Phil Robins refere-se a ele como Alex, essa é uma das características que eu gosto muito dessa coleção.

Alex nasceu em Pela, capital da Macedônia em 356 a.C. onde seu pai, Filipe, era rei. Desde criança ele sonhou em ocupar o lugar do pai, queria ser um rei muito melhor do que ele, na verdade ele queria ser o melhor em tudo, e pelo seu próprio julgamento, ele era. Alex sempre teve um ego inflado, nunca teve problemas com a sua auto-estima.

Ele pode não ter sido tudo o que achava que era, mas fez muitas coisas notáveis, nos 32 anos em que viveu, invadiu e conquistou muitos países agregando um império de mais de 5 milhões de quilômetros quadrados, abrangendo desde o rio Danúbio até o atual Paquistão. Assim que assumiu o trono do pai ele tratou de reunir um exercito gigantesco e sair mundo afora conquistando território, o objetivo inicial era a Pércia, mas quanto mais Alex conseguia mais ele queria.


Foi um grande gênio militar, com discursos mais que convincentes fazia com que o seu exército marchasse por lugares inóspitos como desertos, cordilheiras, atravessavam rios, matas, enfrentavam qualquer coisa para chegar onde o Grande Rei queria e ele queria muito, se tornou o Grande Rei de toda a Ásia, e chegou a espalhar por aí que era um deus, isso mesmo, um deus, já sua mãe lhe dizia que ele era filho de um deus toda vez que brigava com o seu pai, e os egípcios o proclamaram faraó, com uma dedução simples de que todo faraó é filho do deus Rá...

Alex era extravagante, tinha um gênio do cão, certa vez, completamente bêbado, assassinou um dos seus melhores amigos em um acesso de raiva, e ele tinha poucos amigos, o único que gostava dele de verdade era seu cavalo Bucéfalo, e Alex ficou muito abalado quando ele morreu, e em sua homenagem batizou uma cidade em sua homenagem, Bucéfala. Ele matou a sangue frio vários dos seus homens e até mesmo um dos seus principais generais, esse era o jeito que ele tinha de mostrar que contrariá-lo, revoltar-se ou tentar criar um motim não eram boas opões. Ele destruiu várias cidades como punição por não se renderem a ele, e construiu outras batizando todas com o seu nome, ele queria mesmo entrar para a história.

Alexandre, o Grande e sua sede de fama trás ainda o Diário secreto do Alex, para o leitor entender um pouco do que passava pela cabeça dessa grande personalidade; o jornal Macedônia hoje que sempre trazia notícias bombásticas sobre Alex e a seção Grandes Histórias, que traz grandes curiosidades, como por exemplo os obeliscos que Alex mandava construir pelos lugares que passava com os dizeres: Alexandre esteve aqui.

Vale muito a pena conhecer um pouco mais a fundo a história desse grande líder, e se junto vier de brinde muitas risadas pela forma descontraída como Alexandre, o Grande e sua sede de fama foi escrito é bom de mais.
Sobre o autor (a) Formada em Matemática e especialista em Estatística mas ganha a vida como bibliotecária e é viciada em livros. Facebook ou Twitter

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