21 julho 2011

O GUIA DO MOCHILEIRO DAS GALÁXIAS
Cris Compagnoni dos Reis13:26 0 comentários


A mais de trinta anos esse livro vem divertindo leitores pelo mundo afora, e eu não poderia deixar de saber o porquê, tive que ler também; O GUIA DO MOCHILEIRO DAS GALÁXIAS é completamente diferente de tudo o que já li na minha vida, não tenho parâmetro algum para fazer qualquer tipo de comparação.

Quase desisti de seguir adiante com esse livro algumas vezes, a cada página que eu lia menos eu compreendia do que estava acontecendo, aquilo não fazia sentido nenhum pra mim; então fiquei me questionando porque muita gente gosta tanto desse livro e eu não, o que será que os fãs de Douglas Adams viram nessa história que eu não vejo? E resolvi seguir o aviso estampado na capa no livro: não entrei em pânico, simplesmente continuei lendo. Não sei se é porque acabei me habituando à escrita, ou porque de repente a história começou a fazer algum sentido, só sei que, a partir de certo ponto, eu não consegui mais largar o livro.

Os fatos narrados neste livro aconteceram com Arthur Dent, um inglês comum que não vive um momento muito agradável e repentinamente descobre que seu amigo Ford Perfect é um alienígena que vive há 15 anos na Terra disfarçado, mas isso não é nada se comparado ao que se segue: o planeta é destruído por vogons e os dois conseguem escapar pegando carona em uma nave alienígena. Não é só para mim que isso parece loucura, para o Arthur também; mas essa foi apenas a primeira aventura desse terráqueo que passa a ser o único sobrevivente do seu planeta.


Adams escreve com um humor afiadíssimo, debochando da burocracia, dos políticos, da “alta cultura” e de diversas instituições atuais de um jeito completamente inédito pra mim; ele consegue, simultaneamente, fazer com que o leitor se divirta se questione e reflita muito em coisas como e sentido da vida, por exemplo. Eu nunca tinha parado pra pensar naquele velho clichê: “como somos pequenos diante do universo”, na verdade, acho que nunca parei pra pensar no universo como um todo, um planeta já era suficientemente grande para os meus delírios filosóficos; agora já cogito a hipótese de inserir nesses delírios um planeta fabricado sobre encomenda para mim, com tudo do jeitinho que eu quiser imaginar, indo muito além do catálogo!

Tudo acontece tão rápido na vida de Arthur que ele fica cada vez mais intrigado com as suas novas experiências, creio que a mais chocante seja descobrir a verdade sobre a origem da Terra, quem a encomendou e por qual objetivo. Pois é, não estamos aqui a toa, tudo têm um propósito, uma resposta. Arthur conhece vários seres mirabolantes que ele nunca imaginou que existissem, cheios de tecnologias desconhecidas e em lugares malucos.

Ler esse livro foi com certeza a minha aventura mais marcante na ficção científica, já li muita fantasia e erroneamente sempre acabava comparando os estilos; agora consigo ver muitas diferenças, na fantasia tudo já está digamos “pré-imaginado” ela é desenvolvida a partir de lendas, mitos, aquelas histórias que vem sido contadas de pai para filho há milênios; na ficção científica é a imaginação do autor voando livre e solta, criatividade sem amarras e completamente possível. Nunca deixarei de gostar de fantasia por conhecer melhor outro estilo, apenas aprendia a apreciar o que é diferente.

Como já é de praxe, não vejo a hora de ler os outros quatro volumes da série, afinal essa é uma “Trilogia de Cinco”, afinal, o universo é infinito e Arthur e Ford ainda viverão muitas aventuras. E por que ler O GUIA DO MOCHILEIRO DAS GALÁXIAS? Bom, nisso eu concordo plenamente com o Arthur: como vamos ter que viver nesse tal Galáxia, o jeito é aprender alguma coisa sobre ela.
Sobre o autor (a) Formada em Matemática e especialista em Estatística mas ganha a vida como bibliotecária e é viciada em livros. Facebook ou Twitter

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