03 junho 2011

BEOWULF
Cris Compagnoni dos Reis16:57 2 comentários


A primeira vez que ouvi falar de Beowulf foi no cinema, fui assistir a adaptação “A lenda de Baowulf”, mas isso faz tanto tempo que não me recordo muito bem da história, o que posso afirmar com certeza é que o que vi na telona é apenas metade da história contada por Welwyn Wilton Katz neste livro.

Beowulf é um personagem da mitologia nórdica que pode ter existido já que não era nenhum deus ou portador de poderes sobrenaturais, mas ele era conhecido por ter a força de trinta homens, uma espécie de Sanção. Apesar de ser um guerreiro como nenhum outro, ele não era muito estimado pelo tio, Hygelac, rei dos gautas.

O que o corajoso guerreiro mais desejava era ser valorizado pelo tio, mas as suas façanhas não o impressionavam nenhum pouco; então, quando ouviu falar que um ogro, Grendel, estava atacando freqüentemente o reino da Dinamarca, é para lá que Beowulf vai. Ele mata Grendel com as próprias mãos, mas a bruxa mãe do ogro mata um dos conselheiros do rei Hrothgar para se vingar.

Até aqui a história contada no cinema é a muito parecida com a do livro, mas desse ponto em diante elas tomam rumos distintos; no filme Beowulf vai atrás da bruxa com a intenção de matá-la, mas ao entrar na sua caverna depara-se com uma linda mulher com quem acaba se envolvendo; ele volta para o palácio e convence a todos de que a bruxa está morta e é proclamado herói. E na telona, é a í que a história se encerra.


Já no livro, a bruxa mãe de Grendel também é uma ogra muito mais forte e poderosa que o filho, e apesar das dificuldades da batalha por ela ser o adversário mais forte que Beowulf já enfrentou, ele consegue matá-la. Ele recebe presentes de todos os dinamarqueses e volta para casa como um herói e conquista a o tão sonhado reconhecimento do tio, conquista muito mais que isso na verdade, pois o tio não tem outros herdeiros e Beowulf herda o trono.

E tudo isso é apenas a metade da história, pois depois de anos, sendo um rei admirado e amado por seu povo, Beowulf enfrenta um novo grande desafio ao lado do menino Wiglaf, que tem algum grau de parentesco como rei. Um gigante dragão começa a atacar a terra dos gautas e, apesar de idoso, Beowulf vê como obrigação sua lutar para defender o seu povo trazendo de volta a paz e a tranqüilidade.

Esta é uma história muito antiga, e por isso tem várias versões; ela foi cantada pelos bardos nórdicos por pelo menos 200 anos antes de ser registrada por escrito. Sempre acreditei que as histórias boas não morrem, assim como as músicas e os filmes, apenas o que é bom continua sendo visto, ouvido e contado por gerações e gerações!
Sobre o autor (a) Formada em Matemática e especialista em Estatística mas ganha a vida como bibliotecária e é viciada em livros. Facebook ou Twitter

2 comentários :

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  2. parabéns pela resenha. estou tentanfo achar um epub ou pdf pra ler, já q é domínio público.
    correção: nórdicos não eram bardos, eram skalds (mesma coisa, só q lá o noke era esse hehw)

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