04 abril 2011

Literatura Fantástica
Cris Compagnoni dos Reis22:10 0 comentários


Para muitos esse gênero da literatura é visto como infantil e sofre até certo preconceito por isso. Não digo que não seja, já que literatura fantástica engloba toda e qualquer história que envolva fantasia, magia, seres imaginários e folclóricos, ou seja, tudo aquilo que a realidade não permitiria que ocorresse.

Adoro histórias de fantasia, elas não impõem regras para a nossa imaginação e a deixa voar livremente permitindo que conheçamos mundos e seres que só nela habitam. É uma viagem incrível, inesquecível, não é justo que apenas as crianças tenham acesso, devemos nos permitir fazê-la quando adultos também.

É nesse gênero que enquadramos os contos de fadas, as lendas, mitologias, que com certeza fizeram parte da nossa infância; o que é que acontece nessa transição entre a criança e o adulto que aquilo que nos fazia sonhar não tem mais espaço nas nossas vidas? Se, temos mais responsabilidades e somos mais sérios, também precisamos nos divertir mais, sonhar mais; o que já nos divertiu tanto não pode perder espaço.


Considero geniais autores como J. R. R. Tolkien (de O Senhor dos Anéis), C. S. Lewis (de As crônicas de Nárnia), J. K. Rowling (da saga Harry Potter), Oscar Wilde, Willian e Jacob Grinn entre outros tantos; posso andar pelo mundo todo que nunca vou me deparar com um elfo, um mago, um ente, uma feiticeira, animais que falam, bruxos, magia, mas é só abrir um livro de um destes autores que me deparo com seres fantásticos. Já ouvi muito: “é tudo mentira” mas não é mentira, é ficção.

O interessante é que nestas histórias esse “universo paralelo” tem sempre alguma ligação com o nosso. Em As crônicas de Nárnia os personagens viajam entre esses dois mundos entrando em um armário; em Coraline a menina abre uma porta e se depara com o novo; em O Senhor dos Anéis Tolkien deixa a entender que o ocorrido se deu no nosso mundo há eras atrás; e na saga Harry Potter, trouxas são aqueles que não percebem um mundo que coexiste com o nosso não é em outro lugar e nem mesmo em outros tempos.

Acredito que as histórias de fantasia tenham se popularizado nos últimos anos por causa das adaptações para o cinema e também pelo jogo RPG, o meu interesse por elas confesso ter sido estimulado pelo cinema; sinto que com isso reencontrei a criança que existe dentro de mim, aquele lado bom de ser criança. Enquanto leio essas histórias vivo momentos em que sonho, imagino, faço mágicas, participo de batalhas apocalípticas, me encanto.

Qual é o problema em se fazer isso? Se temos a consciência da verdade e da realidade não acabaremos como a “rainha dos baixinhos” vendo duendes e gnomos fora do mundo imaginário deles! A fantasia estimula a criatividade por dar liberdade ao intelecto.

A literatura pode fazer com que agente conheça lugares distantes, épocas distintas da nossa, culturas e povos diferentes, costumes e sociedades que talvez não conheceríamos se não fosse esse meio. Ler qualquer tipo de história é muito bom, e usar as histórias para “fantasiar” é melhor ainda!

Leiam mais literatura de fantasia. Sugestões de livros em breve no blog.
Sobre o autor (a) Formada em Matemática e especialista em Estatística mas ganha a vida como bibliotecária e é viciada em livros. Facebook ou Twitter

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