16 março 2011

O REVERSO DA MEDALHA
Cris Compagnoni dos Reis22:12 2 comentários


É só pegar um livro do Sidney Sheldon nas mãos que lembro do que uma amiga (profissional da área das letras) certa vez disse: que a obra dele é “literatura fest-food”, pois segundo a crítica é sem qualidade e puramente comercial. Não ligo, adoro as suas histórias do mesmo jeito, leio porque gosto e não por que algum crítico diz que é bom.

O conceito “literatura fest-food” não se enquadra nesse livro no quesito velocidade de leitura, não por ser complicado de entender por que não o é; mas é muito extenso, também, relata a história de várias gerações da família McGregor, desde o primeiro diamante que originou a fortuna até as conseqüências que o dinheiro trouxe com ele, como a ambição, cobiça e a inveja.

Jamie McGregor foi um escocês que migrou à África do Sul. Ele foi explorado por um holandês, e quase morreu. Ajudado por um africano, arriscaram a vida para invadir um campo de diamantes, onde conseguiram muitos diamantes. Jamie voltou à cidade em que fora enganado e vingou-se do holandês, construindo um vasto império comercial. Kate Blackwell é sua filha, que casou-se com o administrador da Kruger-Brent (nome do império fundado por McGregor), David Blackwell.


Kate Blackwell conseguiu formar uma fortuna colossal através de suas companhias em vários ramos da economia nos Estados Unidos, teve um único filho e ficou viúva cedo. Ela sempre foi uma mãe ausente, pois a sua preocupação era acumular cada vez mais capital, e a história narra vários problemas que ela tem com o filho.

Anos mais tarde a história gira em torno das netas de Kate, as gêmeas são criadas por ela que pretende acertar com as meninas tudo em que errou com o pai delas. Nesse ponto o autor cai naquele lugar comum das histórias que envolvem gêmeos: sempre têm um gêmeo do bem e um do mal; mas ele se supera quanto as maldades, quanta imaginação!

Através da leitura deste livro, podemos conhecer histórias intrigantes de para conquistar riquezas e poder. Podemos compreender o alto preço pago, inclusive com a própria vida, ao se deixar levar pelo arrogância e soberba que só uma grande fortuna é capaz de proporcionar. Histórias que ultrapassam os limites das relações familiares e que repercutem até na economia de vários países do mundo levando-nos a uma grande reflexão sobre a autonomia econômica do poder financeiro e econômico do petróleo e do auto índice de liquidez das empresas bélicas que se beneficiam com guerras e morte ao redor do mundo.

Sem dúvida nenhuma, podemos tirar uma grande lição de como aprender de forma intuitiva e prazerosa ao passar pelas páginas desse romance fantástico que mistura realidade e ficção a ponto de deixar o leitor sempre atento para verificar o destino de uma senhora ambiciosa que é capaz de sacrificar o próprio filho para centralizar suas riquezas, uma neta também arteira e mal-caráter que entre tantos desmandes e armações conseguem a maioria de seus objetivos financeiros.

O outro lado da história também nos mostra que apesar de possuir grande riqueza é possível ser do bem e que elementos como mau-caráter, ambição e cobiça não tem nada haver com bens materiais como nos mostra outros integrantes da família que é capaz de dar sustentação ao seu patrimônio com competência e honestidade sem usar de meios escusos.

É por essa e outras histórias que continuarei gostando de Sidney Sheldon, sendo “literatura fest-food” ou não; dane-se a “crítica”, pra mim o que conta e o prazer da leitura, a diversão e distração que o livro me traz. Ainda bem que Sheldon nos deixou inúmeras obras!
Sobre o autor (a) Formada em Matemática e especialista em Estatística mas ganha a vida como bibliotecária e é viciada em livros. Facebook ou Twitter

2 comentários :

  1. ó eu aqui... Cris esse livro tem sido um dos mais emprestados aqui na biblioteca e a critica é sempre muito boa... concordo com vc sobre o Sidney Sheldon, que se dane o que os outros dizem eu gosto e ponto!!!

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  2. Li este livro quando tinha uns 14 anos e fiquei apaixonada pela literatura de Sidney Sheldon. Me formei em Letras e continuo achando os livros dele incríveis. Por que livro é gosto e cada um tem o seu, não importa a crítica!!!!

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