08 fevereiro 2011

A IRMANDADE DAS CALÇAS VIAJANTES
Cris Compagnoni dos Reis21:29 1 comentários


Esse é um livro sobre adolescentes e para adolescentes, mas como sou uma leitora sem idade definida, passeei pelas suas páginas também. Creio que seja essa a magia que a literatura exerce sobre mim, posso ter qualquer idade, estar em qualquer lugar e viver em qualquer tempo, seja ele passado, presente, futuro ou alguma era mitológica.

Mas A IRMANDADE DAS CALÇAS VIAJANTES é um livro que agrada apenas o seu público alvo, não é como os da saga Harry Potter que atingiu uma diversidade enorme de leitores. A história se assemelha muito com as daqueles filmes americanos sobre acampamentos de férias que assistia na “Seção da tarde”.

A irmandade é formada por quatro amigas: Tibby, Carmen, Bridget e Lena; e a amizade que as une é muito antiga já que suas mães são amigas e elas se conhecem desde o tempo em que usavam fraldas. Pela primeira vez, porém, as quatro adolescentes iriam passar as férias de verão separadas umas das outras.

Preocupadas com o que a distância poderia causar nessa forte ligação, elas decidem, então, fazer um pacto, ou inventar um código, um elo que as unisse enquanto estivessem viajando. E encontraram a solução num velho jeans comprado no brechó, surrado e desbotado.


Essa é a parte da história que eu achei um pouco surreal, pois pelo que o livro descreve, elas não são nada parecidas fisicamente, assim seria impossível uma calça jeans vestir perfeitamente as quatro meninas, mas, é exatamente isso que acontece, como se a calça fosse mágica. Isso fez com que ela fosse eleita por unanimidade o símbolo de amizade da irmandade e passou a pertencer às quatro amigas igualmente.

O acordo feito é o seguinte: uma delas é sorteada para ficar com a calça em um primeiro momento, depois ela envia a calça pra uma das outras amigas acompanhada por uma carta contando o que lhe aconteceu de especial enquanto usava o jeans, pois elas acreditavam que algo mágico sempre aconteceria a quem estivesse usando esse “amuleto”. Surgia, assim, a Irmandade das Calças Viajantes, com direito a cerimônia secreta, juramento e dez mandamentos básicos para o uso do jeans.

E assim segue a história, com a calça viajando de um lado para outro fazendo com que suas usuárias vivam momentos intensos, passem por grandes provas, solucionem grandes problemas, superem decepções, façam descobertas... enfim, cada uma delas passa por experiências inesquecíveis, onde a calça mágica faz realmente a diferença.

É na adolescência que a gente descobre a importância de uma calça jeans, e acabamos levando isso para a vida adulta, essa peça é tão básica no nosso vestuário que acabou se tornando uma espécie de uniforme que pode ir à escola, ao trabalho ou a uma festa. Esse foi o primeiro livro que li que focou isso, e até agora o único, me fez parar para pensar no quanto eu uso jeans.

Outra coisa que essa história me levou a refletir foi na importância que damos a amizade durante a adolescência, não que ela não tenha importância em outras fazes da vida, já que é fundamental em qualquer uma delas; mas desta fase é só o que nos importa, não ligamos para a família, por exemplo, queremos pertencera um grupo e esse grupo é o dos amigos, geralmente da escola.

Tibby, Carmen, Bridget e Lena fizeram com que eu me lembrasse muito da minha adolescência, pois também fiz parte de um grupo de quatro amigas do qual eu sinto muita saudades. Pois é, uma história sobre adolescentes que despertou uma nostalgia muito agradável em meio as minhas lembranças.

Liane, Danielly e Daniela, estejam onde estiverem, dedico esse post a vocês!
Sobre o autor (a) Formada em Matemática e especialista em Estatística mas ganha a vida como bibliotecária e é viciada em livros. Facebook ou Twitter

Um comentário :

  1. as vezes me sinto um tanto ignorante falando sobre cervejas e vc sobre livros....mas tudo bem.... por este resumo, achei esse livro bem adolescente, não??

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