07 dezembro 2011

Como Falar Dragonês
Cris Compagnoni dos Reis15:15 3 comentários


É, me viciei nas aventuras do Soluço e no universo viking de Cressida Cowell; o herói pequeno, magricela, fraquinho e desengonçado mas muito carismático, esse herói é um exemplo de como  a inteligência e a sagacidade podem se sobressaltar sobre a força bruta e a violência.

Nesse livro Soluço e seu melhor amigo Perna-de-Peixe continuam sendo os piores alunos possíveis no Programa de Treinamento de Piratas, eles bem que se esforçam, mas o barco que eles constroem em nada se parece com um barco viking, e mais uma vez o exercício proposto pelo professor Bocão Bonarroto acaba em desastre quando é executado por esses dois alunos.

COMO FALAR DRAGONÊS é um livro de anotações, onde Soluço escreve tudo o que aprende sobre os dragões e o idioma deles, uma verdadeira preciosidade que o menino mantém sempre junto dele. Nesse exercício os garotos devem sair em alto mar, e abordar um barco de pescadores pacíficos, e devem retornar com algum objeto que prove que o fizeram. E é aí que começa a confusão.

30 novembro 2011

Um Lugar Escuro
Cris Compagnoni dos Reis08:41 10 comentários


Este livro é o primeiro que tem a honra de ter duas postagens dedicadas a ele nesse blog; a primeira foi uma exceção, pois não tinha o lido, mas agora cumpri o meu papel de leitora; já esta segunda postagem tem mais a cara desse blog, já que agora tenho uma relação mais íntima com essa história para compartilhar com os demais leitores. Por outro lado sinto certa insegurança, pois o fato de que o autor Leonardo Zegur entrou em contato comigo através do blog, contato esse que resultou a primeira postagem, é grande a chance de que ele venha a ler o que eu escrevo sobre o livro dele. E agora?

UM LUGAR ESCURO é completamente diferente de tudo o que tenho lido nos últimos tempos, hoje minha mesinha de cabeceira está lotada de fantasia, ficção científica, mitologia, literatura infanto-juvenil; tive um choque de realidade, ta, esse livro pode até ser ficção, mas me pareceu muito real, eu me vi na pele do protagonista, eu senti tudo o que ele descreveu sentir, histórias escritas em primeira pessoa fazem isso comigo, mergulho em um turbilhão de emoções que, naquele momento, são minhas também.

Essa é a história de um cara que não está dentro dos padrões de beleza da nossa sociedade, um cara feio que sempre foi discriminado, excluído, sofreu bullying, nunca foi de fato aceito pela sociedade. Sofreu com a ditadura do belo, com a rejeição das garotas, e decidiu resolver as coisas do seu próprio jeito, com as próprias mãos.

24 novembro 2011

Coleção Mortos de Fama
Cris Compagnoni dos Reis17:03 14 comentários



Posso até levar fama de fofoqueira por isso, mas o fato é que adoro saber da vida dos outros, ainda mais se os outros em questão são personalidades que realmente fizeram a diferença no mundo; e que jeito melhor há de fazer isso do que lendo a biografia dessas pessoas? Bom, tudo que ser faz com bom humor, é sempre melhor.

Gosto muito de rir, e isso é o que mais faço ao ler algum livro da Coleção Mortos de Fama, essa é uma coleção de biografias escritas de um jeito único, pelo menos eu desconheço algo parecido, são extremamente divertidas, fiéis a realidade, e fazem com que o leitor se sinta muito próximo do biografado, íntimo até, pois permite que conheçamos a versão dele, seus anseios, medos e desejos mais secretos.

São muitas as particularidades dessa coleção:

18 novembro 2011

Como Ser um Pirata
Cris Compagnoni dos Reis10:06 2 comentários


É incrível como essas séries literárias podem ser viciantes, nem bem terminei de ler o primeiro e meus dedos já sentiam aquela coceira alucinante que só parou quando pequei o próximo livro para ler. O Soluço é um personagem que realmente me cativou, fiquei ansiosa por conhecer as suas novas aventuras.

É difícil imaginar um viking que não saiba navegar, lutar com espadas, coisas desse tipo, então depois de passar pelo Programa de Iniciação (em Como Treinar o Seu Dragão) Soluço e os seus colegas tem que passar pelo Programa de Treinamento de Piratas para que sejam considerados vikings dignos de pertencer a Tribo dos Holligans Cabeludos.

Logo na primeira aula que era sobre lutas de espadas em alto-mar, algo bate no barco e faz com que esse naufrague, e Soluço, tentando salvar a vida de um amigo que não sabe nadar encontra o objeto causador deste acidente: o caixão do Pirata Barbadura, o Terrível, que é tataravô de Soluço. O caixão é levado para a tribo e mesmo com avisos em letras garrafais para que não seja aberto, os vikings o abem.

Mas dentro do caixão não tinha nada do tesouro do famoso pirata, apenas Alvin, o Fazendeiro Pobre e Honesto que achara o caixão por acaso e acabou preso dentro dele, Alvin trás com sigo um mapa que diz onde se encontra o tesouro do Barbadura e uma charada que deixa bem claro que apenas o descendente do Pirata, herdeiro da Tribo poderá encontrar o seu tesouro. Soluço é esse herdeiro, e essa é a chance que ele tem de provar isso para a Tribo.

09 novembro 2011

Como Treinar o Seu Dragão
Cris Compagnoni dos Reis20:50 3 comentários


Quem acompanha o blog já deve ter percebido que tenho gosto muito de literatura infanto-juvenil, talvez o meu lado leitora nunca deixe de ser criança; também gosto muito de histórias fantásticas e mitológicas e Como Treinar o Seu Dragão é uma mistura de todos esses estilos.

Existe um filme homônimo, mas quando assisti não sabia que era baseado em um livro, não gosto de ver o filme antes, acho que estraga a história, mas gostei tanto da versão das telonas que não resisti quando vi os livros da série na promoção. Para quem gostou do filme já vou logo avisando: o livro é muito diferente, acho que foi uma mera inspiração; o filme é mais dramático enquanto o livro tem um lado cômico predominante.

Essa é a história de Soluço Spantosicus Strondus III, filho do líder de uma aldeia viking, mas ele não é nada do que esperavam que ele fosse, é um menino magro e fraco fisicamente, muito diferente do que se imagina quando se pensa em um Herói Viking. É difícil para alguém como ele sobreviver, pois na sua Tribo existe um lema levado muito a sério: ou se é um herói ou um exilado, para não enfraquecer a linhagem, e apesar de não querer ser exilado, o menino franzino está longe de ser um herói.

04 novembro 2011

Alexandre, o Grande e sua sede de fama
Cris Compagnoni dos Reis08:44 0 comentários

Cá estou eu novamente com uma biografia, gosto mesmo de biografias, ainda mais quando é escrita com muito bom humor, com ilustrações divertidas, sem aquele lado sério que a História pode ter, mas fiel aos fatos, afinal, o passado não pode ser mudado. Alexandre foi grande mesmo, não fisicamente, pois tudo indica que ele era bem baixinho, mas seus feitos foram grandes, ele fez coisas que ninguém ousou imaginar em sua época.

Como todos os mortos de fama biografados por livros da Coleção Mortos de Fama, Alexandre, o Grande também recebeu um carinhoso apelido, o autor Phil Robins refere-se a ele como Alex, essa é uma das características que eu gosto muito dessa coleção.

Alex nasceu em Pela, capital da Macedônia em 356 a.C. onde seu pai, Filipe, era rei. Desde criança ele sonhou em ocupar o lugar do pai, queria ser um rei muito melhor do que ele, na verdade ele queria ser o melhor em tudo, e pelo seu próprio julgamento, ele era. Alex sempre teve um ego inflado, nunca teve problemas com a sua auto-estima.

Ele pode não ter sido tudo o que achava que era, mas fez muitas coisas notáveis, nos 32 anos em que viveu, invadiu e conquistou muitos países agregando um império de mais de 5 milhões de quilômetros quadrados, abrangendo desde o rio Danúbio até o atual Paquistão. Assim que assumiu o trono do pai ele tratou de reunir um exercito gigantesco e sair mundo afora conquistando território, o objetivo inicial era a Pércia, mas quanto mais Alex conseguia mais ele queria.

27 outubro 2011

A Farsa
Cris Compagnoni dos Reis11:32 1 comentários


Ganhei esse livro de presente de uma amiga muito querida, quando sou presenteada com livros me sinto na obrigação de ler logo, de postar logo no blog, pois sinto que é isso que a pessoa que me deu o livro espera, pois todos sabem que sou uma espécie de devoradora de livros. Ainda bem que esses amigos queridos estão sendo pacientes, posso demorar um pouco, mas eu lerei todos.

A FARSA é um daqueles suspenses que não deixa o leitor largar o livro, ele impõe aquele ritmo alucinado de leitura, e sempre tenho a impressão de que se não seguir esse ritmo, se fizer muitas pausas, a história não flui do mesmo jeito, não é tão emocionante, não me deixa tão curiosa. Então tenho que ler rápido, será que é só pra essa leitora aqui que a velocidade da leitura parece influenciar na história?

Chistopher Reich escreve no mesmo formato da maioria dos livros de suspense que já li, usando a mesma “fórmula mágica” que Dan Brown, cada capítulo falando de um núcleo de personagens distintos que, no início, não parecem pertencer à mesma história, mas que aos poucos vai fazendo sentido estarem no mesmo livro. Só posso dizer que isso funciona, creio que é justamente esse formato que cria esse clima de suspense.

A FARSA conta a história do cirurgião Jonathan Ransom, que vai escalar com a sua esposa nos Alpes suíços, mas Emma sofre um acidente e acaba falecendo. A partir daí a vida de Jonathan vira de cabaça para baixo, ele recebe um envelope endereçado a Emma com recibos de bagagem de uma estação de trem, e vai até lá para retirar a bagagem; é atacado por policiais, acaba matando um deles e passa a ser um fugitivo procurado.

11 outubro 2011

Um lugar escuro - Divulgação
Cris Compagnoni dos Reis09:30 6 comentários


Pela primeira vez estou postando no blog sobre um livro que eu não li, bom, que eu ainda não li, pois este certamente já entrou na minha lista de “próximas leituras”.

O autor, Leonardo Zegur, entrou em contato comigo solicitando auxílio na divulgação do seu livro, que foi lançado ontem dia 10/10/2011, e mesmo não tendo feito nada parecido no blog antes, eu resolvi ajudar principalmente por dois motivos: isso é uma pequena demonstração de que o blog está tendo um alcance muito maior do que o que eu esperava, e, imagino o quanto deve ser difícil competir no mercado editorial brasileiro, da mesma forma que encontramos aquelas pessoas que dizem não gostar de filmes nacionais, existem muitos leitores que afirmam abertamente que não gostam de autores brasileiros, sem nem se dar ao “prazer” de conhecer primeiro.

O pouco que sei sobre UM LUGAR ESCURO é o que li no texto de divulgação que o Leonardo me passou, o mesmo reproduzido a seguir. Estou muito curiosa pra ler e assim que o fizer prometo postar um texto meu falando sobre este livro do mesmo jeito que faço com todos os outros que leio.


UM LUGAR ESCURO 

Leonardo Zegur, escritor carioca, conta a história de um jovem discriminado pela sociedade por não possuir os padrões exigidos pela cultura popular


O livro Um Lugar Escuro de Leonardo Zegur, primeiro de sua carreira como escritor, aborda temas atuais como descriminação, bullying e vício em tecnologia e internet. A história foi baseada em elementos da vida de dois amigos do autor. O lançamento será no dia 08 de outubro de 2011, às 19h, no Espaço Multifoco.

O autor define o livro como um romance psicológico naturalista, em que narra a história de um jovem carioca, morador da Zona Norte, tentando coexistir em uma sociedade onde é discriminado por não possuir os padrões exigidos pela cultura popular local. Na tentativa de se posicionar dentro de outra realidade, o jovem se transforma numa pessoa que nunca quis ser, sofrendo assim com as consequências deste comportamento.

A trama, que acontece no Rio de Janeiro, dentre muitos bairros, Quintino e Encantado, mostra que para lidar com o sentimento de rejeição, o protagonista acaba se envolvendo em uma onda de assassinatos canalizados em moças jovens e bonitas. Com a divulgação destas notícias nos tabloides, o jovem atrai seguidores em todo Brasil que se identificam com suas causas.

Para que o leitor pudesse participar integralmente e se colocar como personagem principal da trama, o autor, de forma proposital, preferiu não dar nome ao protagonista. Além disso, o livro mostra um Rio de Janeiro sobre outro ponto de vista, presumindo consequências desencadeadas pelas falhas do sistema que rege a sociedade.
Com um texto denso e extremamente visual, Um Lugar Escuro, sinaliza que a vida em uma sociedade complexa não é tão simples. Cada minuto que se passa é uma vitória, vencendo todo tipo de preconceito.

Sobre o autor
Leonardo Zegur, é um escritor carioca, de 28 anos. Psicólogo, sempre em formação, passou pela Escola de Música Villa-Lobos. Entre suas paixões, além da música, estão a fotografia e a pintura. Como contador de história descobriu que o dote da escrita não se restringe a uma excelsa dádiva e, a partir daí, começou a fazer do papel o portal de entrada para seus mundos de criatividade. 

Para conhecer mais, visite o site: www.umlugarescuro.site.com.br

15 setembro 2011

O senhor dos Anéis - O Retorno do Rei
Cris Compagnoni dos Reis11:26 2 comentários


Esse é o último volume da trilogia O Senhor dos Anéis, já sinto saudades da história antes mesmo de começar a falar sobre este livro, é aquela sensação de que Tolkien me deixou órfã, ficarei eternamente esperando uma continuação, mas a história finda aqui, e eu sempre poderei ler de novo.

Em O RETORNO DO REI as histórias seguem paralelamente, por um lado Sam e Frodo guiados por Sméagol (Gollum) a caminho de Mordor, Frodo está cada vez mais afetado pelo poder do anel, à medida que vão avançando na caminhada ele vai ficando mais fraco fisicamente e psicologicamente. Sam é sempre o ponto de apoio para o amigo, o incentiva, lhe dá esperanças, e protege Frodo das tentativas de Sméagol de se apoderar do anel.

Gandalf, depois de ajudar o rei Théoden e os cavaleiros de Rhoan na batalha do abismo de Helm, parte para a cidade de Minas Thirith, no reino de Gondor tentar convencer o regente do reino Denethor a pedir ajuda a Rhoan na guerra contra Mordor em nome de uma velha aliança entre os reinos, mas o mago encontra Denethor louco por causa da morte do seu filho Boromir, sendo assim, Gandalf e Marry acendem o farol que sinaliza esse pedido de auxílio.

Aragorn é quem vê o farol anuncia ao rei Théoden que Minas Thirith pede ajuda, o rei reúne o seu exército e, juntamente com Aragorn, Gimli e Légolas eles partem para Gondor. Mas no meio do caminho Aragorn, Gimli e Légolas se separam desse exército e seguem em direção a montanha dos mortos, de onde ninguém saiu vivo; os espíritos que vagam por essa montanha são assassinos e traidores de Isilur, que foram condenados a passar a eternidade naquele lugar por não cumprirem a promessa feita de lutar por Gondor. Mas na qualidade de herdeiro de Isilur, Aragorn propõe considerar a promessa cumprida caso eles lutem contra Mordor na guerra.

02 setembro 2011

UM DIA
Cris Compagnoni dos Reis11:58 7 comentários


Acho que nunca chorei tanto lendo um livro, essa história mexeu mesmo com as minhas emoções; engraçado como a gente se deixa envolver por histórias que não são as nossas e que nem ao menos são reais, mas o que eu sinto ao ler é real, tanto que tive de ter certo cuidado para não molhar as páginas do livro com minhas lágrimas.

Não é uma história dramática, é romântica, mas com certo drama; e amor romântico é aquela coisa que comove desde os tempos de Romeu e Julieta, ou até mesmo antes deles. Mas falando assim posso até passar a impressão de que a relação de Dexter e Emma é aquela coisa melosa, grudenta, cheia de juras e declarações, que geralmente as mulheres adoram e os homens detestam, mas não é assim, acredito que os homens poderão gostar dessa história também, e pode ser que eles até chorem, mas aí já seria pedir de mais.

Emma e Dexter se conhecem no dia da formatura, e apesar da atração mútua, de ficarem juntos a noite toda, dormirem juntos, eles não transam; nasce uma grande amizade que camufla uma um devastadora paixão por muito tempo. O que é o tempo afinal? Vinte anos se passam e essa “coisa” que existe entre esses dois não muda, eles mudam, suas vidas mudam, o mundo muda; mas o que sentem permanece.

12 agosto 2011

DO CORAÇÃO DE TELMAH
Cris Compagnoni dos Reis15:33 17 comentários



De todas as redes sociais que participo a que mais gosto é o Twitter, não tem álbum de fotos, não tem lista de amigos, nem bate-papo, nem jogos; mas tem uma interação entre as pessoas que eu acho muito legal. Lá eu me expresso, não sou apenas uma foto, tem dias que falo coisas interessantes e dias em que nem eu mesma me seguiria.

Mas vocês devem está se perguntando o que esse papo de Twitter tem a ver com esse livro? Na verdade tudo. Acho que é por gostar muito dessa rede que acabei lendo esse livro, não pretendia fazer isso agora porque a lista dos livros que tenho pra ler está cada vez maior e DO CORAÇÃO DE TELMAH não fazia parte dessa lista; mas quando vi que este livro era uma história contada em 500 tweets eu não resisti; pois se é possível escrever uma romance usando essa rede social eu tinha que conferir.

Luís Dill provou que isso é mesmo possível, mas apesar do livro ser mesmo escrito no mesmo formato que os tweets e ainda respeitando o limite de caracteres eu ainda fiquei com algumas dúvidas, essa história foi realmente twettada? Fiz algumas buscas na internet, mas não encontrei uma resposta, também não encontrei o perfil do autor e nem da personagem; se a rede é o pano de fundo da história acho que a história deveria estar na rede, mas eu não sei dizer se está ou não, vai ver não sou boa pesquisadora.

02 agosto 2011

A NOVA TRAIÇÃO DE JUDAS
Cris Compagnoni dos Reis21:36 2 comentários


É com grande pesar que chego ao fim da trilogia Força Sigma, será que James Rollins não escreveu mais nenhuma aventura envolvendo essa agência secreta? Essas histórias são muito envolventes, e foi por mero acaso que eu passei a conhecê-las, pois nunca sequer havia ouvido falar desse autor, quando vi uma promoção dessa trilogia e comprei por ser barato; foi um bom negócio.

Em A NOVA TRAIÇÃO DE JUDAS novamente há um misto de ciência, história e religião, mas de uma forma completamente diferente da abordada nos dois primeiros livros; a ciência aparece no que diz respeito a uma epidemia que surge de repente em uma ilha do sudeste asiático causada por um vírus, o Estirpe de Judas, e curiosamente no mesmo lugar onde séculos antes Marco Polo perdeu quase toda a sua frota na viagem de volta para Veneza. O diretor da Sigma, Painter, manda Monk e Lisa para investigar o que está acontecendo.

Seichan, a agente da Guilda (agência terrorista vilã da história), aparece inesperadamente na casa dos pais de Gray sendo perseguida por outros agentes da Guilda pedindo ajuda, ela está baleada e portando um obelisco roubado que continha algumas inscrições em escrita angélica. Gray resolve ajudar Seichan e acaba se envolvendo, juntamente com seus pais em uma caçada. Gray pede auxílio para seu chefe, Painter, e pede que ele cuide de seus pais pois eles seguem para a Europa onde encontram o monsenhor Verona, agente secreto do Vaticano que já foi parceiro da Sigma em uma missão anterior (em O MAPA DOS OSSOS) e que vem estudando umas mensagens encontradas em escrita angélica, juntos eles seguem as pistas históricas que vão aparecendo levando-os a descobrir as paginas perdidas do diário de Marco Polo.

25 julho 2011

UM CORPO DE MULHER
Cris Compagnoni dos Reis23:39 1 comentários


Não consigo resistir às novelas do Fernando Sabino, é passar uma pelas minhas mãos que arrumo tempo para ler, até por que são histórias curtas, daquelas que dá pra concluir em meia hora, uma meia hora muito bem aproveitada!

UM CORPO DE MULHER foi inspirado em um fato real que foi “melhorado” pela ficção, na verdade acho que a ficção o tornou mais interessante. O fato é que Fernando Sabino viu realmente um corpo passar pela janela de um hotel no Rio de Janeiro e a partir daí surgiu à história de Jaques Olivério, só que a visualização do corpo em queda é a única coincidência com o que viveu o autor.

Jaques não se convence com aquela queda, a mulher caiu da janela do quarto logo acima do seu; mas ela caiu ou foi jogada? Como ninguém tem respostas para as suas perguntas ele resolve investigar, fica muito atormentado com o que não consegue descobrir e se envolve cada vez mais na história em que era só uma testemunha ocular.

Esse é um dos primeiros livros do Sabino que leio que não explora o humor característico das suas obras, UM CORPO DE MULHER amarra o leitor pelo suspense, pela curiosidade em saber onde aquela investigação vai dar. O pano de fundo dessa novela é o Rio de Janeiro em meados da década de 40 ainda sob os efeitos da Segunda Guerra Mundial, Olivério é um jornalista oriundo de Belo Horizonte, que mora em um hotel modesto e nunca alcançou sucesso profissional no Rio.

21 julho 2011

O GUIA DO MOCHILEIRO DAS GALÁXIAS
Cris Compagnoni dos Reis13:26 0 comentários


A mais de trinta anos esse livro vem divertindo leitores pelo mundo afora, e eu não poderia deixar de saber o porquê, tive que ler também; O GUIA DO MOCHILEIRO DAS GALÁXIAS é completamente diferente de tudo o que já li na minha vida, não tenho parâmetro algum para fazer qualquer tipo de comparação.

Quase desisti de seguir adiante com esse livro algumas vezes, a cada página que eu lia menos eu compreendia do que estava acontecendo, aquilo não fazia sentido nenhum pra mim; então fiquei me questionando porque muita gente gosta tanto desse livro e eu não, o que será que os fãs de Douglas Adams viram nessa história que eu não vejo? E resolvi seguir o aviso estampado na capa no livro: não entrei em pânico, simplesmente continuei lendo. Não sei se é porque acabei me habituando à escrita, ou porque de repente a história começou a fazer algum sentido, só sei que, a partir de certo ponto, eu não consegui mais largar o livro.

Os fatos narrados neste livro aconteceram com Arthur Dent, um inglês comum que não vive um momento muito agradável e repentinamente descobre que seu amigo Ford Perfect é um alienígena que vive há 15 anos na Terra disfarçado, mas isso não é nada se comparado ao que se segue: o planeta é destruído por vogons e os dois conseguem escapar pegando carona em uma nave alienígena. Não é só para mim que isso parece loucura, para o Arthur também; mas essa foi apenas a primeira aventura desse terráqueo que passa a ser o único sobrevivente do seu planeta.

10 julho 2011

O SENHOR DOS ANÉIS – AS DUAS TORRES
Cris Compagnoni dos Reis15:36 8 comentários


A primeira coisa que fiquei pensando a respeito desse livro foi o por que do nome AS DUAS TORRES, depois de lê-lo fui entender que todos os acontecimentos desse livro se dão entre a torre de Mordor, a torre do olho que tudo vê, e a torre de Isengard de onde Saruman planeja acabar com o mundo dos homens e comanda os seus exércitos de orcs.


O segundo volume da trilogia O SENHOR DOS ANÉIS têm uma atmosfera tensa, até triste eu diria, pois ainda estava inconformada com a morte de Gandalf no primeiro livro e o fim da Sociedade do Anel, de certa forma essa sociedade transmitia uma sensação de esperança em um final feliz, pois era fortalecida pela união dos membros, mas essa união acabou, foi cada um para um lado.

Em AS DUAS TORRES várias histórias acontecem simultaneamente, e vão se alternando pelos capítulos do livro. Frodo e Sam percebem que estão sendo seguidos por Gollum, o capturam e acabam tomando a criatura como guia para chegar a Mordor. Não citei Gollum na postagem A SOCIEDADE DO ANEL, é que a participação dele naquela parte da história era apenas um detalhe, mas nessa segunda parte a participação dele é de fundamental importância. Gollum é aquela criatura da qual Bilbo roubou o anel em O HOBBIT, desde então ele vem perseguindo o anel, pois passou tantos anos sobre o seu poder que agora tem a sua mente dominada por ele.

22 junho 2011

AS COBRAS: ANTOLOGIA DEFINITIVA
Cris Compagnoni dos Reis15:09 1 comentários

“As cobras são o produto da combinação do meu gosto por quadrinhos com as minhas limitações como desenhista. Cobra é muito fácil de fazer, só tem pescoço.” Pelo menos foi assim que Luis Fernando Verissimo definiu a sua aventura nos quadrinhos, eu já acho que a economia de traços traz um toque cômico, parece algo feito as pressas pra poder rir logo da piada.


AS COBRAS é um livro de tiras que inicialmente começaram a ser publicadas no jornal Zero Hora de Porto Alegre, segundo o autor era o tempo da censura e muitas vezes podia se dizer com desenhos o que não podia se dizer com textos. Mas mesmo tendo que passar pela censura pra poder ser publicada elas não perderam o bom humor, aliás, falar que alguma obra do Verissimo é engraçada chega a ser redundante.

15 junho 2011

ELVIS E SUA PÉLVIS
Cris Compagnoni dos Reis11:54 2 comentários


Sempre gostei muito de rock, mas nunca fui de ouvir Elvis Presley e se me perguntarem por que, eu não sei responder, é aquela história: sempre sabemos por que fazemos as coisas, mas nem sempre sabemos por que deixamos de fazer; sendo assim sei exatamente porque li ELVIS E SUA PÉLVIS: é a história do Rei do Rock, ele é uma lenda, levava multidões ao delírio, e eu não poderia ficar na curiosidade de saber como é que ele fazia isso.

Elvis foi um garoto muito pobre, mas pobre mesmo, e desde cedo impressionava seus pais pela incrível capacidade de memorização, pois o menino decorava todas as letras das músicas que ouvia na rádio, mesmo tendo ouvido-as apenas uma vez. Ele cantava na igreja, mas às vezes a desobedecia e ia ao cinema com seu pai, ou seja, a música e o cinema fizeram parte da sua vida desde a infância.

Esse livro conta a história de Elvis de um jeito muito irreverente, é impossível não rir em algumas passagens; as ilustrações são um caso a parte e trazem mais humor à biografia. Tem três seções que aparecem no meio da história: o Diário perdido de Elvis, onde o autor expõem o que Elvis estaria pensando a respeito dos acontecimentos da sua vida; os jornais da época, que mostram como a sociedade via o fenômeno Elvis; a garota da vez, que sempre traz informações a respeito da garota da vez na vida do Rei, e eu sempre imaginei que fossem muitas, mas na verdade foram pouquíssimas as que mereceram fazer parte da sua biografia; e os ídolos do ídolo, uma ótima seção pra quem, assim como eu não viveu naquele tempo e não conhece nenhum daqueles caras.

08 junho 2011

BEBER, JOGAR, F@#ER: a jornada de um homem em busca de diversão na Irlanda, em Las Vegas e na Tailândia
Cris Compagnoni dos Reis11:55 4 comentários


Não há dúvidas de que BEBER, JOGAR, F@#ER é a versão masculina do livro: COMER, REZAR, AMAR da Elizabeth Gilbert que eu ainda não li e nem sei dizer o porquê, o que sei é que o título do livro do Andrew Gottlieb me chamou mais a atenção no momento em que escolhia um deles para ler primeiro; sendo que o que eu queria mesmo era rir, o que de fato aconteceu enquanto lia este livro.

O livro conta a história de Bob Sulivan e o subtítulo é praticamente um resumo do mesmo. Após ter sido chifrado e levado um belo pé na bunda depois de oito anos de casamento ele decide aproveitar a vida e se divertir o máximo possível, e é exatamente isso que ele faz, desconecta-se do “mundo real” por um ano em uma espécie de férias entendidas, para curtir tudo que a vida tem a lhe oferecer.

A primeira parada de sua jornada é a Irlanda, onde ele aprende tudo o que é possível aprender sobre bebidas alcoólicas, principalmente cerveja e uísque, porres e ressacas, e nada de teorias, seu aprendizado é na prática, durante o tempo que ele passa em Dublin ou Bob está bêbado ou está dormindo. Ele não conheceu todos os pubs da cidade, mas os principais, e para encerrar os seus quatro meses de diversão etílica ele vai fazer o tour do uísque pelo interior da Irlanda, conhecer aquelas destilarias seculares e os processos de fabricação. Mesmo estando sempre alcoolizado, ele tem muitas histórias engraçadas pra contar.

03 junho 2011

BEOWULF
Cris Compagnoni dos Reis16:57 2 comentários


A primeira vez que ouvi falar de Beowulf foi no cinema, fui assistir a adaptação “A lenda de Baowulf”, mas isso faz tanto tempo que não me recordo muito bem da história, o que posso afirmar com certeza é que o que vi na telona é apenas metade da história contada por Welwyn Wilton Katz neste livro.

Beowulf é um personagem da mitologia nórdica que pode ter existido já que não era nenhum deus ou portador de poderes sobrenaturais, mas ele era conhecido por ter a força de trinta homens, uma espécie de Sanção. Apesar de ser um guerreiro como nenhum outro, ele não era muito estimado pelo tio, Hygelac, rei dos gautas.

O que o corajoso guerreiro mais desejava era ser valorizado pelo tio, mas as suas façanhas não o impressionavam nenhum pouco; então, quando ouviu falar que um ogro, Grendel, estava atacando freqüentemente o reino da Dinamarca, é para lá que Beowulf vai. Ele mata Grendel com as próprias mãos, mas a bruxa mãe do ogro mata um dos conselheiros do rei Hrothgar para se vingar.

Até aqui a história contada no cinema é a muito parecida com a do livro, mas desse ponto em diante elas tomam rumos distintos; no filme Beowulf vai atrás da bruxa com a intenção de matá-la, mas ao entrar na sua caverna depara-se com uma linda mulher com quem acaba se envolvendo; ele volta para o palácio e convence a todos de que a bruxa está morta e é proclamado herói. E na telona, é a í que a história se encerra.

01 junho 2011

O SENHOR DOS ANÉIS – A SOCIEDADE DO ANEL
Cris Compagnoni dos Reis09:03 0 comentários


Tenho tanto a dizer sobre essa trilogia que ao mesmo tempo que, temo me estender em demasia e produzir um texto muito longo também fico com medo de deixar de fora algum detalhe que possa fazer uma gigantesca diferença. O fato é que as histórias de Tolkien exercem sobre mim um fascínio inexplicável, as vezes tenho a impressão de que pertenço à aquele mundo que ele criou e não a este em que vivo.


Na tentativa de organizar um pouco minhas idéias, falarei um pouco de dada livro (cada qual em uma postagem) depois escrevo mais sobre a obra toda de forma mais geral, sem me ater as histórias.

Para começar, devo confessar que a minha admiração por essa trilogia não foi a primeira vista, a primeira vez que peguei na mão para ler aquele volume único com 1202 páginas não entendi nada, li umas dez páginas e tenho a impressão de que se tivesse tentado ler em russo (idioma que desconheço) teria a mesma compreensão. Mas eu não desisti, com o auxílio da internet descobri que havia um livro que precedia a aventura de Frodo, então eu li O HOBBIT; depois disso, aquelas 1202 páginas foram devoradas em duas semanas.

18 maio 2011

O CURIOSO CASO DE BENJAMIN BUTTON
Cris Compagnoni dos Reis10:28 5 comentários


Imagino que, assim como eu, muitas pessoas foram no cinema assistir o filme O CURIOSO CASO DE BENJAMIN BUTTON sem saber que a história era baseada em um livro, é, a sétima arte às vezes faz dessa com a gente. Não que eu não tenha gostado do que vi na telona, muito pelo contrário, adorei o filme, mas é que para mim, assistir antes de ler infringe a ordem natural das coisas.


Parece paranóia, mas se eu sei que o livro existe, tenho que ler primeiro; a impressão que tenho é que invertendo essa ordem não consigo tirar da leitura tudo o que poderia, a minha imaginação fica “travada”, presa as imagens que vi; não consigo visualizar rostos diferentes, cenários diferentes e tudo o que leio associo ao filme, por isso fica muito difícil falar do livro sem compará-lo a sua adaptação para o cinema. Em síntese, a história é sempre a mesma, só é vista por olhos diferentes.

Mas o que li também não é o texto original de F. Scott Fitzgerald e sim a adaptação em quadrinhos feita por Nunzio DeFilippis e Christina Weier e com ilustrações de Kevin Cornell. E de adaptação em adaptação vamos falar um pouco da história, aquela famosa história em que Benjamin nasce com 70 anos e vai rejuvenescendo ao longo da vida até morrer como um bebê.

17 maio 2011

POESIA MATEMÁTICA
Cris Compagnoni dos Reis11:29 1 comentários



Depois de um longo tempo sem postar nada, lá venho eu com um livro de Matemática, aquela ciência que assusta a maioria dos estudantes e muitos destes levam esse ódio por ela para a vida inteira.


Sempre gostei de Matemática, acho que foi por isso que permiti que a minha curiosidade me levasse a ser um livro de poesia; confesso que raramente leio versos, assim como tem gente que não gosta de números, eu não gosto de poesia. Mas um livro do Millôr Fernandes que fala de Matemática não dá pra resistir, mesmo contendo rimas.

POESIA MATEMÁTICA é um livro extremamente curto, que para ser lido em sua totalidade não lava mais que alguns minutos, os versos contam a história do Quociente que se apaixonou pela Incógnita. O que realmente me encantou foi modo como Millôr brinca com os termos matemáticos, ele usa as palavras no sentido científico e no literal também.

21 abril 2011

O CONTO DA ILHA DESCONHECIDA
Cris Compagnoni dos Reis12:49 2 comentários


Fiquei impressionada com o quanto o desconhecido pode ser encantador. É uma história leve e apesar de ser escrita em com um vocabulário que foge completamente do que chamamos de coloquial, a leitura flui envolvendo o leitor em um universo agradabilíssimo.

Nunca tinha lido José Saramago, confesso que tinha certo receio da fama que a linguagem por ele usada carrega, achava que só alguém com certa bagagem de leituras seria capaz de compreendê-la com clareza, então escolhi um livro pequeno para começas a conhecer a obra desse autor que já recebeu inúmeros prêmios entre eles um Nobel de Literatura.

O CONTO DA ILHA DESCONHECIDA é uma fábula onde são desconhecidos o tempo, o local e nome dos personagens, narra-se a história de um homem que, tomado de determinação, se dirige ao rei e pede que esse lhe de um barco para que possa navegar a procura de uma ilha desconhecida. O rei argumenta que já não há ilhas desconhecidas, mas ouve como resposta que se a ilha é desconhecida ele não tem como saber se ela existe ou não.

15 abril 2011

DIÁRIO DE UM ADOLESCENTE HIPOCONDRÍACO
Cris Compagnoni dos Reis22:43 33 comentários


Sucumbi novamente à literatura infanto-juvenil, e dessa vez ela veio unida a aquela sensação de invadir a privacidade de alguém que acontece quando leio diários.  O que não pode deixar de ser dito sobre esse livro é que ele é recomendado por alguém que entende de adolescência e de diários também: Adrian Mole, de O DIÁRIO SECRETO DE UM ADOLESCENTE, que escreveu a crítica do livro.

O adolescente hipocondríaco que escreveu esse diário é Peter Payne, um inglês de 14 anos que têm duas irmãs: Sally (a mais velha, 17 anos) e Susie (a mais nova, 12 anos), pais normais, enfim, uma família britânica comum.

Sabemos que a adolescência é uma fase difícil da vida, com muitas mudanças, descobertas e dúvidas; ah as dúvidas, são elas que aterrorizam os pensamentos de Peter, principalmente com relação a sua saúde a as mudanças que ocorrem com o seu corpo. Como esse garoto me fez rir com esse livro! A primeira gargalhada que soltei foi quando a professora de biologia lhe disse que ele estava tendo um ataque agudo de hipocondria, ele começou a perguntar quais eram os sintomas e achou que estava à beira da morte.

04 abril 2011

Literatura Fantástica
Cris Compagnoni dos Reis22:10 0 comentários


Para muitos esse gênero da literatura é visto como infantil e sofre até certo preconceito por isso. Não digo que não seja, já que literatura fantástica engloba toda e qualquer história que envolva fantasia, magia, seres imaginários e folclóricos, ou seja, tudo aquilo que a realidade não permitiria que ocorresse.

Adoro histórias de fantasia, elas não impõem regras para a nossa imaginação e a deixa voar livremente permitindo que conheçamos mundos e seres que só nela habitam. É uma viagem incrível, inesquecível, não é justo que apenas as crianças tenham acesso, devemos nos permitir fazê-la quando adultos também.

É nesse gênero que enquadramos os contos de fadas, as lendas, mitologias, que com certeza fizeram parte da nossa infância; o que é que acontece nessa transição entre a criança e o adulto que aquilo que nos fazia sonhar não tem mais espaço nas nossas vidas? Se, temos mais responsabilidades e somos mais sérios, também precisamos nos divertir mais, sonhar mais; o que já nos divertiu tanto não pode perder espaço.

16 março 2011

O REVERSO DA MEDALHA
Cris Compagnoni dos Reis22:12 2 comentários


É só pegar um livro do Sidney Sheldon nas mãos que lembro do que uma amiga (profissional da área das letras) certa vez disse: que a obra dele é “literatura fest-food”, pois segundo a crítica é sem qualidade e puramente comercial. Não ligo, adoro as suas histórias do mesmo jeito, leio porque gosto e não por que algum crítico diz que é bom.

O conceito “literatura fest-food” não se enquadra nesse livro no quesito velocidade de leitura, não por ser complicado de entender por que não o é; mas é muito extenso, também, relata a história de várias gerações da família McGregor, desde o primeiro diamante que originou a fortuna até as conseqüências que o dinheiro trouxe com ele, como a ambição, cobiça e a inveja.

Jamie McGregor foi um escocês que migrou à África do Sul. Ele foi explorado por um holandês, e quase morreu. Ajudado por um africano, arriscaram a vida para invadir um campo de diamantes, onde conseguiram muitos diamantes. Jamie voltou à cidade em que fora enganado e vingou-se do holandês, construindo um vasto império comercial. Kate Blackwell é sua filha, que casou-se com o administrador da Kruger-Brent (nome do império fundado por McGregor), David Blackwell.

12 março 2011

A ORDEM NEGRA
Cris Compagnoni dos Reis23:45 0 comentários


Esse é o segundo livro da trilogia Força Sigma do James Rollins e mantêm o mesmo estilo e ritmo de suspense e aventura que o primeiro: O MAPA DOS OSSOS; apesar de apresentar alguma seqüência, não é fundamental que o leitor passeie primeiro pelas páginas de O MAPA DOS OSSOS, dá pra compreender a história numa boa por que elas são completamente distintas, mesmo tendo personagens em comum.

Em A ORDEM NEGRA a Força Sigma está na pista de uma coleção antiga de livros científicos, todos vindos de uma singular biblioteca, tão peculiar que o comandante do grupo especial Gray Pierce viaja a Copenhagen para um leilão onde vários membros de organizações criminosas desejam comprá-las. Porém, um misterioso incêndio e o assassinato da dona da biblioteca onde os livros se encontravam acarreta em uma busca incansável por quatro continentes. Pierce logo descobre que há uma insidiosa intriga envolvendo um livro, a Bíblia que pertenceu a Charles Darwin, mergulhando num mistério que já vem da Alemanha nazista e envolve experiências macabras levadas a cabo em um laboratório atualmente abandonado e soterrado nas entranhas de uma montanha polonesa.

10 março 2011

O NOME DO JOGO
Cris Compagnoni dos Reis22:39 2 comentários


Dando seqüência ao meu passeio literário pelos quadrinhos, não poderia faltar uma história do Will Eisner que é considerado o “grande mestre” nessa arte.

Temos o hábito de associar os quadrinhos ao humor quando se trata de tiras, ou a ação e a aventura se forem histórias maiores, geralmente focadas em algum super herói; e é justamente por ter esse conceito que me surpreendi com a obra deste quadrinista, as histórias dele são muito reais, principalmente esta O NOME DO JOGO.

 Bom, a realidade pode ser vista de vários ângulos, o que Eisner explora nesse livro são as relações humanas e como elas podem ser usadas a favor da ambição desmedida. Gostaria de esclarecer o que penso sobre ambição: é extremamente importante e todos devem ter, mas nunca em excesso, ela não deve passar por cima dos nossos valores.

Em O NOME DO JOGO, o lendário Will Eisner nos conta uma história que atravessa três gerações de poder e privilégio obtidos através dos conflitos do casamento. É a história de três famílias, os Arnheim, os Ober e os Kayn, todos descendentes de imigrantes judeus, e a sua luta por status. Enquanto o rico busca assegurar o futuro da família através do casamento e herdeiros, os menos afortunados o utilizam para obter riqueza e posição social. Will Eisner prova que independentemente dos princípios de cada um, o casamento é realmente O NOME DO JOGO.

15 fevereiro 2011

AVENTURAS DA FAMÍLIA BRASIL
Cris Compagnoni dos Reis21:22 3 comentários


Há pouco tempo descobri o lado quadrinista de Luis Fernando Verissimo, recentemente li o livro AS MELHORES DO ANALISTA DE BAGÉ em quadrinhos, mas como os desenhos são do Edgar Vasques não imaginei que esse escritor de humor também se aventurava a brincar com as imagens além das palavras.

Com este, Verissimo é o primeiro autor a ter quatro livros postados neste blog,  fato que torna impossível contestar a minha admiração pelas histórias dele, que realmente gosto muito; mas tenho a nítida impressão de que tudo que se possa escrever sobre ele me tornará redundante, pois isso pode ser lido nas outras postagens.

Com um traço simples e com um humor impagável AVENTURAS DA FAMÍLIA BRASIL mostra cenas cotidianas de uma família brasileira cujo sobrenome é Brasil, um família de classe média que nem sempre pode viajar para a praia nas férias, nem mandar o caçula para a Disney, mas diverte o leitor pelo modo como enfrentam as mais distintas situações.

12 fevereiro 2011

OS CIENTISTAS E SEUS EXPERIMENTOS DE ARROMBA
Cris Compagnoni dos Reis01:21 12 comentários


Creio que os leitores mais assíduos do blog já perceberam a minha “queda” por biografias, pois esse é um dos estilos literários que eu mais gosto de ler. Primeiro por que não é sobre qualquer um que se escreve uma, o biografado tem que ter feito algo importante, inovador, corajoso; algo que mereça entrar par a História e ser eternamente lembrado.

Nesse livro Dr. Mike Goldsmith não biografa um, mas nove dos mais importantes cientistas da História da humanidade, é muito conhecimento para um livro só. Como leitora sugiro que se leia aos poucos, ler compulsivamente um capítulo após outro como eu fiz, pode gerar uma overdose de informações na mente humana fazendo com que elas sejam absorvidas de forma superficial; mas está é uma tarefa muito, mas muito difícil mesmo, não consegui fechar o livro antes de chegar ao fim.

Essa é uma das características da Coleção Mortos de Fama, da qual faz parte OS CIENTISTAS E SEUS EXPERIMENTOS DE ARROMBA, o humor está sempre presente auxiliado por ilustrações divertidíssimas. E se o assunto em pauta é a história da ciência, aí não largo o livro mesmo; não que eu entenda disso, mas adoro ler a esse respeito, saber como certas idéias surgiram é algo que desperta e muito a minha curiosidade. 

Mas vamos aos cientistas:

10 fevereiro 2011

DEUS SEGUNDO LAERTE
Cris Compagnoni dos Reis20:09 1 comentários


Ainda não conheci alguém que não gostasse de tirinhas de humor, isso seria o mesmo que não gostar de ouvir uma piada; coisa que eu, particularmente, adoro. Aqueles que me conhecem sabem muito bem o quanto me enquadro naquela categoria de pessoas “de riso solto”.

O que o cartunista Laerte faz com esse livro é proporcionar ao leitor a agradável sensação de dar uma boa gargalhada, creio que até mesmo aquele cara sério que trabalha trancado o dia todo em um escritório mexendo com números e dominado pelo mal humor acaba rindo durante a leitura.

08 fevereiro 2011

A IRMANDADE DAS CALÇAS VIAJANTES
Cris Compagnoni dos Reis21:29 1 comentários


Esse é um livro sobre adolescentes e para adolescentes, mas como sou uma leitora sem idade definida, passeei pelas suas páginas também. Creio que seja essa a magia que a literatura exerce sobre mim, posso ter qualquer idade, estar em qualquer lugar e viver em qualquer tempo, seja ele passado, presente, futuro ou alguma era mitológica.

Mas A IRMANDADE DAS CALÇAS VIAJANTES é um livro que agrada apenas o seu público alvo, não é como os da saga Harry Potter que atingiu uma diversidade enorme de leitores. A história se assemelha muito com as daqueles filmes americanos sobre acampamentos de férias que assistia na “Seção da tarde”.

A irmandade é formada por quatro amigas: Tibby, Carmen, Bridget e Lena; e a amizade que as une é muito antiga já que suas mães são amigas e elas se conhecem desde o tempo em que usavam fraldas. Pela primeira vez, porém, as quatro adolescentes iriam passar as férias de verão separadas umas das outras.

Preocupadas com o que a distância poderia causar nessa forte ligação, elas decidem, então, fazer um pacto, ou inventar um código, um elo que as unisse enquanto estivessem viajando. E encontraram a solução num velho jeans comprado no brechó, surrado e desbotado.

02 fevereiro 2011

O CLUBE DOS ANJOS
Cris Compagnoni dos Reis22:15 5 comentários


Quando pego nas mãos um livro do Luis Fernando Veríssimo já vou logo treinando um sorriso imaginando as histórias engraçadas que encontrarei dentro dele. Tento degustá-lo vagarosamente para poder curtir ao máximo, o que é muito difícil por que a leitura dos livros dele é tão leve que flui em uma velocidade alucinante que, quando me dou conta, a história já acabou.

Com O CLUBE DOS ANJOS não foi diferente, li a capa e contracapa com calma, depois passei pelas orelhas e fui abrindo o livro lentamente, acreditem se quiserem, mas eu leio até a ficha catalográfica com todas aquelas informações técnicas que não têm nada a ver com a história, tudo na tentativa de retardar o fim.

O livro conta a história do “Clube do picadinho”, que é um grupo de dez amigos que se reúne há anos para cometer o pecado da gula; o prazer pela boa comida é o que eles têm em comum, se reúnem uma vez por mês para jantar e a cada reunião um dos membros fica responsável pela comida, e nos meses de dezembro e janeiro não há reunião.

O clube tem esse nome por que quando eram garotos eles sempre se encontravam no bar do Albieri para comer o famoso “picadinho do Albieri” que todos adoravam, mas com o tempo o paladar desses amigos foi evoluindo e eles começaram a saborear pratos cada vez mais sofisticados.

24 janeiro 2011

A HERDEIRA
Cris Compagnoni dos Reis19:32 0 comentários


Ah como eu gosto dos livros do Sidney Sheldon, são histórias que sempre têm aventura, suspense e um romance para fazer as leitoras românticas como eu suspirar torcendo para que o mocinho fique junto com a mocinha no final; mas isso não faz com que as histórias dele agrade só as mulheres, Sidney Sheldon têm um público muito amplo, na verdade nunca conheci ou fiquei sabendo que alguém não tivesse gostado de um livro seu; muitas pessoas podem afirmar que não tenham lido, mas tendo feito isso é impossível dizer que não gostou.

A HERDEIRA é uma história cheia de mistérios, e começa com a morte de um milionário, ele era o presidente de uma rede de empresas que pertencia a sua família, mas existia um documento que dizia que apenas um membro da família do sexo masculino poderia ocupar esse cargo, e ele ocupava porque era o único filho homem entre várias mulheres.

A sua morte causa uma confusão imensa na família, as suas irmãs têm casamentos problemáticos e maridos ávidos para tomar o controle das empresas, e nesse cenário complexo está Elizabeth, sua filha, que é a principal herdeira desse imenso capital, e suspeita que a morte do pai não foi um acidente.

23 janeiro 2011

ALBERT EINSTEIN E SEU UNIVERSO INFLAVEL
Cris Compagnoni dos Reis23:30 6 comentários


E cá estou eu novamente escrevendo sobre uma biografia, gosto muito de saber sobre a vida dessas pessoas que fizeram diferença na história, não que nós simples leitores mortais não somos importantes para o mundo, mas algumas pessoas realmente se destacaram e Albert Einstein foi uma delas.

Quando se fala dele já associamos a sua figura com a de um gênio, não que ele não fosse, mas quando ouvia ou lia seu nome nunca iria imaginar uma pessoa serena, tranqüila e calma. A imagem que fazemos de um gênio é aquele cara neurótico cheio de manias, o que não tem nada a ver com o cara biografado neste livro.

Quanto ao livro, bom é mais uma biografia da coleção Mortos de Fama, e como todos os outros é uma leitura pra se dar muita risadas, Dr. Mike Goldsmith escreve com uma linguagem bem humorada e acessível que junto com as ilustrações de Philip Reeve faz com que o leitor consiga compreender nem que seja superficialmente a física extremamente complicada do Beto, e apelidar o biografado assim nos aproxima dele, faz com que o leitor se sinta um amigo íntimo do cientista.