15 dezembro 2010

POLLYANNA
Cris Compagnoni dos Reis16:34 1 comentários

Clássico da literatura infantil, li na infância, mas ainda lembro; foi o primeiro livro que a minha mãe me deu, acho que no fundo ela queria que a filha dela que vos escreve tivesse um pouco do otimismo, amor, bondade e pureza de sentimentos que a personagem irradia.

Se fosse ler o livro hoje não sei se iria gostar tanto quanto gostei na época, na verdade acho que hoje não iria ler, não é o tipo de história que me atrai, mas já me atraiu, li na idade certa!

Pollyanna é uma menina pobre, sua mãe já é falecida e ela têm apenas o pai, que é pastor, só que o pai acaba morrendo e ela vai morar com a tia Poli, uma mulher sozinha e muito rica. Confesso que achei muito legal esse jogo com os nomes, pois a mãe da menina se chamava Anna e a irmã dela Polly, e para homenagear as duas a protagonista foi batizada de Pollyanna.

Quando a menina, que tinha ficado órfã chegou na casa da tia, achou que viveria como uma princesa naquela imensa mansão, que teria um quarto só pra ela, coisa que nunca teve na sua humilde vida. Mas a tia não era tão bondosa como ela imaginava, e o quarto tão sonhado não passava de um buraco no sótom sem iluminação e ventilação.


O que mais me marcou nesse livro é o “jogo do contente”, segundo a menina conta, o pai ensinou esse jogo, pois eles sempre recebiam uma “barrica” dos missionários, e nesta poderia vir qualquer coisa, desde brinquedos a alimentos, e não era sempre que o conteúdo da barrica agradava a menina; sendo assim o seu pai lhe ensinou o jogo para que ela aprendesse a sempre ver o lado positivo das coisas, e encontrar um motivo para ficar contente com qualquer coisa que aconteça.

Lembro que Pollyanna saia ensinando esse jogo pra todo mundo que conhecia, ela era muito querida por todos, menos pela sua tia Polly, só que ela nunca se deixava abater pela rejeição da tia, ela sempre encontrava um sorriso perdido em seu rosto, insistia em ver a tia como a mulher bondosa e generosa que ela sempre imaginou a partir das narrativas de sua mãe.

Seguindo essa filosofia que batizei de “filosofia de Pollyanna” é impossível uma pessoa não ser feliz, mas acho que é justamente por isso que não iria gostar de ler esse livro hoje em dia, pois não consigo acreditar mais que isso funcione. São tantas desgraças que acontecem na vida dessa menina e ela sempre está feliz, não duvido de que tudo tenha um lado bom, mas duvido que consigamos enxerga-lo sempre.

Tem horas em que precisamos chorar, desabafar, gritar, brigar; já a Pollyanna sempre se conforma com tudo, aceita tudo, nunca se revolta e sempre encontra algo que a deixe contente ante qualquer desgraça que venha a ocorrer com ela. Sinceramente, acho que ninguém consegue jogar como ela esse “jogo do contente”.

Sem sombra de dúvidas esse livro é uma lição de otimismo como nenhum outro, e quando o li cheguei a achar que fosse o melhor livro do mundo, parece exagero, mas acho importante conhecer essa visão da vida. Não que tenhamos que ser extremamente otimistas como a Pollyanna, mas para que não sejamos sempre pessimistas, não que tenhamos que “jogar” sempre o jogo do contente, mas que saibamos dar a devida importância aos sorrisos de nossas vidas!  
Sobre o autor (a) Formada em Matemática e especialista em Estatística mas ganha a vida como bibliotecária e é viciada em livros. Facebook ou Twitter

Um comentário :

  1. me chamo polyana e amei o livro,faiz lembrar minha pessoa

    ResponderExcluir