10 novembro 2010

O CÓDIGO DA VINCI
Cris Compagnoni dos Reis17:21 0 comentários

Enfim chegamos ao livro mais famoso de Dan Brown, aquele que vendeu milhões e o tornou mundialmente conhecido, que gerou polêmica por fazer afirmações que confrontaram a Igreja Católica, que dividiu o mundo ente crentes, e descrestes da sua teoria. Este histórico já é suficiente para despertar no provável leitor uma intensa curiosidade sobre a obra.

Esta é a segunda aventura do já conhecido personagem Robert Longdon, o famoso professor da cátedra de simbologia de Havard. Em O CÓDIGO DA VINCI ele vai para Paris para uma palestra e é convidado pelo curador do Museu do Louvre Jacques Sunière para uma conversa. Acontece que poucas horas antes desse encontro Sunière é assassinado dentro do Louvre e, deixa uma pista cifrada na cena do crime acreditando que dessa forma apenas sua neta Sophie Neveau, que é criptógrafa poderia decifrar; essa mensagem têm um PS.: “Procure Robert Langdon”.

Robert é levado pela polícia francesa até o local do crime, conhece Sophie e tenta ajuda-la a decifrar a mensagem, que os leva diretamente para as obras de Leonardo da Vinci; mas os dois acabam se tornando suspeitos e fogem. Eles descobrem que Jacques era Grão Mestre de uma antiga sociedade secreta, O Priorado de Sião, que já teve como membro muita gente famosa como Sir Isaac Newton, Botticelli, Victor Hugo e, é claro, Leonardo da Vinci.


É aí que a aventura começa, pois agora Longdon e Sophie são fugitivos pelas ruas de Paris e precisam encontrar a verdade nas obras de Da Vinci para que possam esclarecer o crime ocorrido. E nessa busca alucinada eles seguem encontrando pistas que levam a outras pistas e assim por diante, porém acabam desvendando um grande mistério.

O segredo que essa antiga sociedade secreta protege desde os tempos de Jesus Cristo seria a descendência do mesmo, em um misto de ficção com realidade Dan Brown afirma que Jesus casou-se com Maria Madalena e tiveram filhos; provas deste fato seriam encontradas nas obras de vários artistas que, conhecidamente, pertenceram a essa sociedade. Esta é a questão mais polêmica do livro, já dá para entender porque religiosos se voltaram contra a obra; mas isso é só o começo.

A dupla de fugitivos ainda descobre que o tão falado Santo Gral não era o cálice usado na Santa Ceia como se acreditava, mas sim uma variação da expressão “Sangue Real” que seriam os herdeiros de Jesus Cristo, é pra deixar o leitor de queixo caído com tantas revelações surpreendentes.

Mas creio que independente da crença de cada um, vale a penas ler O CÓDIGO DA VINCI, se ele “ofende” os princípios religiosos é só encara-lo como ficção, pois existem várias teorias conspiratórias contra a Igreja, e só acredita nelas quem quer. Uma das características de Dan Brown é misturar ficção com realidade, creio que na intenção de transmitir veracidade as suas histórias, e pela polêmica causada ele fez isso com maestria nesta obra.

É uma história que prende o leitor não pelo suspense, mas pelas revelações surpreendentes (que acreditem, são muitas), não se consegue imaginar o que mais pode acontecer. E a ação está presente neste livro também, Robert e Sophie passam situações desesperadoras enquanto resolvem o quebra-cabeça de enigmas em que se envolveram.

O filme homônimo tem Tom Hanks como Robert Langdon, e foi parar nas telonas antes de ANJOS E DEMÔNIOS (que foi escrito primeiro) devido ao sucesso que fez na literatura. Apesar de ser fiel à história, o filme deixa a desejar quanto aos “detalhes”, sempre espero assistir do modo como imaginei quando li, e, até pela questão do tempo, o cinema não consegue contar 430 páginas em um só filme.

Se o filme é bom, o livro é muito melhor!
Sobre o autor (a) Formada em Matemática e especialista em Estatística mas ganha a vida como bibliotecária e é viciada em livros. Facebook ou Twitter

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