14 outubro 2010

PRA SER SINCERO
Cris Compagnoni dos Reis11:16 0 comentários


Como alguns amigos sabem me enrolei bastante até resolver escrever sobre este livro, pois existem certas opiniões que quero guardar só pra mim, ainda mais quando se têm amigos realmente fanáticos pelo Humberto Gessinger.

PARA SER SINCERO, 123 VARIAÇÕES SOBRE O MESMO TEMA é uma espécie de “auto-biografia” que revela a trajetória de uma banda vista pelos olhos do seu líder, ídolo de uma geração, da geração na qual me incluo. Essa é a história dos ENGENHEIROS DO HAWAII.

Reza a lenda que a banda que no início se chamava “Frumelo & Os Sete Belos’ nasceu para durar uma noite só, e a noite era 11 de janeiro de 1985, coincidentemente o mesmo dia da abertura da primeira edição do Rock in Rio; só que bem longe do Rio de Janeiro, foi no palco do auditório da Faculdade de Arquitetura da UFRGS.


O som e o cabelo new wave de Humberto Gessinger agradaram, mas o nome da banda não, por isso os integrantes resolveram fazer uma brincadeira com os estudantes de Engenharia e os surfistas que freqüentavam o bar da universidade, que estava a pelo menos 100 quilômetros do mar, passando a se chamarem: Engenheiros do Hawaii

O livro detalha disco a disco, a história particular de cada trabalho da banda, as idas e vindas dos integrantes, participações especiais, alguns shows e turnês que marcaram a memória de Gessinger por algum motivo. O que mais gostei no livro foi saber o porquê de algumas letras, como elas surgiram, em homenagem a quem foram feitas, enfim, curiosidades sobre o processo criativo de Humberto.

Bom, a opinião que pretendia guardar só pra mim é a seguinte: tive a impressão de que Gessinger nunca desejou o sucesso, que as coisas foram simplesmente acontecendo, as oportunidades iam surgindo e eles aproveitando; à mim isso soou meio hipócrita, porque jovens músicos em início de carreira não iriam querer a fama, o reconhecimento do público, serem ouvidos, ver multidões cantando as suas canções? Não acredito que as coisas acontecem por acaso.

Agora, já deixando falar mais alto o meu lado de fã, preciso dizer que Humberto Guessinger é um grande poeta, as canções dele têm alma, criatividade; ele consegue passar em suas letras a paixão que sente pelo que faz. Adoro as brincadeiras com as palavras, as frases ditas nas entrelinhas e a sonoridade.

PRA SER SINCERO é um livro que conta vinte e cinco anos de história, é uma história longa pra quem não pretendia fazer sucesso. Outra impressão que tive ao ler o livro é que Humberto Gessinger “se acha”, mas se existe alguém que pode “se achar” esse alguém é ele; pois ele é “o cara”!
Sobre o autor (a) Formada em Matemática e especialista em Estatística mas ganha a vida como bibliotecária e é viciada em livros. Facebook ou Twitter

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