22 setembro 2010

O REI DO INVERNO
Cris Compagnoni dos Reis14:34 3 comentários



Este é o primeiro volume das Crônicas do Senhor da Guerra ou, Crônicas de Artur, como também são conhecidas, do Bernard Cornwell, que é seguido de O INIMIGO DE DEUS e EXCALIBUR. Estas crônicas contam a história do famoso Rei Artur, cuja existência nunca foi comprovada.


A história é narrada em primeira pessoa pelo personagem Darfel, um padre que em sua juventude conheceu Artur e relata, à pedido da rainha Igraine as façanhas deste homem que se tornou um mito. Igraine vai quase diariamente ao convento com a desculpa de rezar pedindo a graça de ser mãe, porém o que realmente deseja é conhecer as histórias de Artur.

Minha primeira surpresa foi descobrir que Artur não era Rei, não sei por que na maioria das histórias ele sempre carregou este título, ele de fato era sim filho do Rei Supremo Uther, mas filho bastardo, não herdaria o trono; ele era um corajoso guerreiro, temido em batalha, justo e humano fora dela, e tudo o que mais queria era a paz.

As outras surpresas que tive foram quanto a personalidade de Guinevere e Lancelot, a idéia que tinha destes personagens (oriundas de filmes e outras fontes literárias) era de pessoas integras, bondosas e amáveis, assim como Artur; mas não, Guinevere era tão fútil e ambiciosa quanto o seu mundo lhe permitia ser, e Lancelot vaidoso e mentiroso. Porém a famosa traição deles para com Artur que é sempre narrada nas lendas não aconteceu, pelo menos nesse primeiro volume da trilogia.


A Inglatera de Artur, Merlin, Lancelot, Guinevere, Morgana, nobres, druidas... é relatada por Darfel que lá esteve, conviveu com aquelas pessoas, lutou em suas guerras, conheceu os deuses bretões, romanos e o catolicismo; isso passa uma veracidade impressionante, fica difícil de aceitar que Cornwell apresenta apenas mais uma versão das lendas sobre Artur, a narrativa da invasão dos saxões na Bretanha logo após a mesma ter sido libertada da invasão dos romanos transmite muita realidade para a história.

Bom, como Artur não era rei, não é a ele que se refere o título do livro, mas sim a seu sobrinho, Mordred, que nasceu em um rigoroso inverno, a quem o corajoso tio jurou proteger e mais, jurou lhe garantir o trono, tornou-se seu tutor, já que seu pai morreu antes mesmo do seu nascimento e seu avô, o Rei Supremo, não viveu para vê-lo crescer e ser coroado Rei. Artur não reivindicou o trono, e foi protegendo o futuro reinado do sobrinho que se tornou O Senhor da Guerra.
Sobre o autor (a) Formada em Matemática e especialista em Estatística mas ganha a vida como bibliotecária e é viciada em livros. Facebook ou Twitter

3 comentários :

  1. Até hoje, eu ERA um admirador da história de Lancelot... :(

    Abraço, @AnonimoFamoso. :)

    ResponderExcluir
  2. Oi Cris... olha eu aqui, muito bom o seu post, me deu vontade de ler a série toda, eu cheguei a ver o "O Inimigo de Deus" na Nobel, mas eu estava meio "sem tempo" sabe..., vou ver se acho ele em e-book e e-devoralo Hehehe.

    Ps: eu estou adorando o "Senhor das Moscas" e acho que não vou conseguir ler a tempo o da Agatha Christie :[

    ResponderExcluir
  3. Oi Cris, seu blog está muito interessante. Obrigado pelas visitas ao meu blog "Email, curiosos" e pelo link no seu blog. Vou criar uma lista de links, e incluirei o seu blog.

    ResponderExcluir