26 agosto 2010

TEM QUE SER HOJE
Cris Compagnoni dos Reis10:38 0 comentários

Mais uma das minhas viagens pela literatura infanto-juvenil, e essa foi uma viagem que me proporcionou uma intensa nostalgia, saudades da minha adolescência.

TEM QUE SER HOJE é uma história curtíssima, em algumas publicações é apenas um conto, mas na que eu li ela ganhou o merecido status de um livro. Este me apresentou a Maria Amélia, uma garota decidida, determinada e que sabe o que quer; uma personalidade de fazer inveja.

No dia em que completa 14 anos ela acorda resolvida a fazer desta uma data especial, a transformar este dia no dia do seu primeiro beijo. Maria Amélia se arruma toda para ir à escola, pois ela tem que procurar o seu escolhido e conquista-lo antes do anoitecer.

A protagonista se envolve em muitas confusões para atingir o seu objetivo, toma atitudes desmedidas, mas se mantém focada; muitas situações engraçadas acontecem.

20 agosto 2010

REUNIÃO DE FAMÍLIA
Cris Compagnoni dos Reis17:26 0 comentários

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Todo mundo têm problemas familiares e, Alice não é diferente de ninguém.  Em um final de semana ela deixa a sua casa e vai para a casa do pai na intenção de confortar e ajudar a irmã que sofreu a perca do único filho.

Nessa visita, Alice se recorda da criação severa que ela e seus irmãos Evelyn e Renato tiveram. Filhos de um pai violento e repressor; o que fez com eles carecessem marcados pela insegurança, submissão, desconfiança, desunião e, acima de tudo. Pela falta de amor.

Mais uma vez, Lya Luft desvenda através de seus escritos o submundo em que vive a mulher. Sua literatura extremamente intimista percorre o caminho desbravado por Clarice Lispector, mas com uma nota absolutamente pessoal. A narrativa de Lya Luft se faz ouvir pela voz de uma personagem feminina que relata seus problemas.

11 agosto 2010

OS RESTOS MORTAIS
Cris Compagnoni dos Reis20:40 5 comentários




Mais uma daquelas histórias recheadas com o humor impagável que só Fernando Sabino sabe fazer; esse é um autor que sempre consegue me surpreender com a sua criatividade, partindo de cenas tão comuns, tão cotidianas ele consegue criar um mistério incrível que vai se desenrolando de uma forma inimaginável.

O pai traz um empregado do sítio para tomar conta da casa durante uma viagem, o filho não concorda por achar o empregado meio “esquisito”, mas como não mora mais com o pai...

Acontece que o empregado morre misteriosamente, e sem saber o que fazer a empregada da casa chama o filho do patrão; este sem saber o que fazer com OS RESTOS MORTAIS do empregado vai se envolvendo cada vez mais em uma confusão que parece não ter mais fim.

Realizar um enterro não é uma tarefa considerada difícil, pelo menos essa é a convicção de quem nunca leu este livro, isso que a narrativa desconsidera o lado emocional envolvido na tarefa, já que o falecido não tinha relação afetiva com nenhum dos personagens. E o desfecho é daqueles em que ficamos com o queixo caído.