30 julho 2010

COMÉDIAS PARA SE LER NA ESCOLA
Cris Compagnoni dos Reis09:53 2 comentários


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Tudo bem eu confesso, não gosto de ler contos e crônicas, mas para Luis Fernando Veríssimo eu abro uma exceção; as histórias dele são remédios infalíveis contra o mal-humor.

Este livro reúne algumas crônicas selecionadas por Ana Maria Machado que permitem ao leitor mergulhar no universo das histórias e personagens de Veríssimo; e ele sabe mesmo brincar com as palavras, a crônica “Sexa” é o mais divertido exemplo disso. Nesta o menino questiona os pais sobre o feminino do sexo e consegue confundi-los completamente com a sua lógica vocabular.

No texto de abertura do livro, Ana Maria Machado observa: "Depois de ler este livro, duvido que algum jovem ainda seja capaz de dizer, sinceramente, que não curte ler”. E não têm mesmo como não curtir, o jogo de palavras apresentado nas crônicas “Palavreado”, “Jargão”, “O ator” e “Siglas” é simplesmente, genial.
O livro aborda temas variados em suas histórias. Têm personagens de todas as idades e com todas as variações possíveis de personalidades e ‘tipos’. E para nos fazer rir, Veríssimo abusa de comédias de erro ("O Homem Trocado", "Suflê de Chuchu" e "Sozinhos"); pequenas fábulas, com moral não explícita ("A Novata", "Hábito Nacional" e "Pode Acontecer"); memórias ("Adolescência", "A Bola" e "História Estranha"); e abordagens originais de temas recorrentes ("Da Timidez", "Fobias" e "ABC”).

E não é a toa que Luis Fernando Veríssimo conquistou a fama de ‘mestre do humor’, até a pessoa mais ranzinza esboça um pequeno sorriso que seja ao concluir a leitura de uma das suas histórias. E aquela que já é naturalmente risonha, acabar-se-á em gargalhadas.

19 julho 2010

O ÚLTIMO TEOREMA DE FERMAT
Cris Compagnoni dos Reis23:25 3 comentários



Eis um belo exemplo do fascínio que a Matemática exerce sobre mim; a história dessa ciência mostra como a mente humana se desenvolve pela curiosidade, pelo desafio, é a vontade de conseguir fazer o que ninguém conseguiu fazer antes.

Na verdade não é preciso entender de Matemática pra compreender este livro, pois ele retrata a História da Matemática, sem ficção alguma e nenhuma versão romanceada, apenas os mistérios envolvidos na busca de uma demonstração.

Um teorema é uma verdade que possa ser provada, o Último Teorema de Fermat afirma que não existe nenhum conjunto de inteiros positivos x, y, z e n com n maior que 2 que satisfaça a equação: . Parece bem simples, mas acontece que Pierre de Fermart, matemático francês (1601 – 1665) escreveu o referido teorema, disse que provou, mas não mostrou essa demonstração a ninguém e faleceu.

Por não ter demonstração conhecida, a afirmação despertou uma espécie de corrida no meio científico da época, pois todos os matemáticos se sentiam capazes de provar, afinal se Fermat conseguiu, por que eles não conseguiriam?

Por 356 anos foi assim, esse teorema era tido como o Santo Graal da Matemática, todos que ouviam falar dele tentavam provar. O livro conta essa história, passeia pelo tempo e fala um pouco sobre cada personalidade que topou o desafio, isso é uma das coisas que mais gosto de ler, biografias de pessoas que fizeram alguma diferença, e Simon Singh escreve isso de forma direta, mas não deixa de fora detalhes curiosos e interessantes.

14 julho 2010

O CHUPA-TINTA
Cris Compagnoni dos Reis14:16 10 comentários


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E cá estou eu de novo falando de literatura infanto-juvenil, o que acontece é que existem histórias que têm que ser lidas, e porque não ler agora já que não li quando criança?

O CHUPA-TINTA é uma dessas histórias, ainda mais na época atual em que existe uma febre adolescente em torno de “vampiros do bem” creio que esse personagem é digamos, um parente bem distante destes vampiros, já que a sua sede não é de sangue.

Tudo começa com Odilon, um menino que ajuda o pai em sua livraria, mas não gosta nenhum pouco de ler (já começou bem, já que adoro histórias que envolvem livros). O que Odilon mais faz é observar os clientes da livraria, até que um dia surgiu por lá um cara muito estranho.

12 julho 2010

O GRANDE MENTECAPTO
Cris Compagnoni dos Reis10:32 3 comentários


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Um livro recheado com aquele humor que só Fernando Sabino sabe fazer. Geraldo Viramundo é um personagem inspirado em Dom Quixote, e a mim lembrou muito Forrest Gump, creio que isso se deve a inocência e principalmente, a ingenuidade presente na personalidade de ambos.

Viramundo é um vagabundo sonhador que sempre se coloca em encrencas pelas ruas de Minas Gerais. Não têm um paradeiro, está sempre andando atrás de algum ideal; e a concretização do amor que ele sente por Marília, filha do governador de Minas Gerais, é o seu maior ideal.

Ele acredita que o sentimento que nutre pela jovem Marília é correspondido. Sua ilusão alucinada é reforçada pelos pseudo-amigos que o enganam com falsas cartas de amor e incentivam sua loucura mansa e seu sonho impossível.

A ingenuidade de Geraldo faz com que ele acredite em tudo e em todos que o cercam, em seus delírios o irreal e o real andam de mãos dadas, não há a separação entre o concreto e o abstrato, e por isso o herói não se abala física ou emocionalmente com nada com que se defronte: não teme os fortes, os violentos; não se assusta com fantasmas e nem com ameaças; aceita resignadamente o que a vida lhe reserva.

05 julho 2010

O CAÇADOR DE PIPAS
Cris Compagnoni dos Reis13:48 2 comentários


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Nesse livro Khaled Hosseini conta a história de Amir, um afegão há muito imigrado para os Estados Unidos, que se vê obrigado a acertar as contas com o passado e retorna ao seu país de origem. Mas o Afeganistão que Amir encontra não é o mesmo que ele deixou na infância, é um país devastado pela guerra.
O ponto de partida do livro é a infância do protagonista, quando Cabul ainda não era a capital do país que foi invadido pela União Soviética, dominado pelos talibãs e subjugado pelos Estados Unidos. O drama do país segue paralelamente ao drama de Amir, ele carrega a culpa por não ter feito nada para ajudar o seu irmão Hassan.
Mas ele não tinha conhecimento de que Hassan era seu irmão, tudo o que ele sabia era que Hassan era filho do empregado de seu pai. Os dois meninos foram criados juntos, sendo que cada um de acordo com a sua posição dentro da casa, o filho do empregado e o filho do patrão.
Amir sempre teve necessidade de se sentir superior a Hassan, e fazia isso humilhando o irmão, mentindo para se sobressair sempre, enquanto o pobre Hassan vê em Amir um amigo leal, faz de tudo para agrada-lo, para protege-lo.
È uma história muito triste e que, apesar de ser ficção, parece ser muito real, creio que isso se deva a riqueza de detalhes descritos no livro, principalmente o que se refere aos acontecimentos históricos que influenciam o decorrer da narrativa.