06 maio 2010

O VENDEDOR DE SONHOS – O CHAMADO
Cris Compagnoni dos Reis20:42 1 comentários




Sempre tive certa repulsão a livros de auto-ajuda, e é nessa categoria que eu particularmente, sempre coloquei os livros do Augusto Cury, nunca tive nenhum tipo de interesse pela sua obra, preconceito que aqui confesso. Ignorando esse fato um amigo me deu esse livro de presente, por saber do meu “vício” por leitura ele sempre perguntava se eu já tinha lido e, em consideração a ele, por ser um amigo-irmão mesmo, eu li.

O livro me surpreendeu, não era aquela coisa de auto-ajuda que eu imaginei que seria; a história começa (o fato de ter uma história fez parte da surpresa) com um professor suicida ameaçando se jogar de um prédio da capital paulistana e um senhor, aparentemente um mendigo pede à polícia pra o autorizar a conversar com ele, e depois de tantos terem tentado o mendigo foi quem conseguiu faze-lo desistir de acabar com a sua própria vida.


Saindo do prédio acompanhado por esse senhor, ele e o professor dão início ao que eles chamam se experiência sociológica, passam a viver nas ruas, dormir em baixo de viadutos e se alimentarem do que ganham para esse fim, algumas pessoas vão se juntando a ele e assim vai se formando um grupo.

Aprendem a ver a beleza das coisas e das pessoas, a enxergar a natureza presente naquela grande e poluída cidade, a viver a vida com tudo de bom que ela pode oferecer, sem o vil metal. Aquele que antes era considerado um mendigo passou a ser tratado por mestre e a ser ouvido por multidões.

Porém o livro tem sim um pé na auto-ajuda, enquanto lia tive a impressão de que o autor na voz do “mestre” me dava muitas lições de moral, o livro ficaria melhor sem isso, mas achei uma história criativa, completamente utópica, mas criativa.
Sobre o autor (a) Formada em Matemática e especialista em Estatística mas ganha a vida como bibliotecária e é viciada em livros. Facebook ou Twitter

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