22 março 2010

MADAME BOVARY
Cris Compagnoni dos Reis20:39 1 comentários


Quando MADAME BOVARY foi publicado em capítulos na Revue de Paris a partis de 1º de outubro de 1851, moveu-se um processo contra o autor, o editor e o impressor por ofensa à moral pública e a religião. Este culminou na absolvição de todos e o livro foi publicado em abril de 1857. Era uma afronta aos costumes da época retratar a vida de uma heroína que praticava o adultério.

Emma Bovary foi inspirada em um fato real de suicídio da esposa de um oficial de saúde da Normandia, é a história de uma mulher extremamente romântica que se casa sem amor e acaba por se perder em idealismos, amantes e dívidas.



Gustave Flaubert construiu uma personagem que nunca vê o mundo real, o vê apenas através da fantasia, das suas ilusões. Emma se casa com o médico Charles sonhando em sair da pequena província onde reside e fazer parte das altas rodas sociais de Paris, freqüentar banquetes e bailes, se apaixonar.

Mas depois de algum tempo seu marido resolve assumir o lugar de um médico em um outro vilarejo e Emma se vê obrigada a conviver novamente em um ambiente social provinciano cercada de camponeses, agricultores empregados, burgueses e aristocratas provincianos.

A sua fuga passa a ser então o adultério, na esperança de encontrar um grande amor que a tire daquele lugar, mas suas tentativas são frustradas pois ela acaba sempre abandonada pelos seus amantes sendo obrigada a continuar a viver como o marido que na sua visão é medíocre e sem ambição.

“Emma Bovary – escreve Claudine Gothot-Mersch – considera-se superior ao seu destino; é possuída por um imenso apetite por algo inacessível, pois o que procura pertence ao domínio do sonho, do ideal”. Ela vive de mentiras e de arrebatamentos romanescos, sua história é triste e trágica.
Sobre o autor (a) Formada em Matemática e especialista em Estatística mas ganha a vida como bibliotecária e é viciada em livros. Facebook ou Twitter

Um comentário :

  1. Não sei se o livro é mesmo bom né, não o li, mas do modo como vc escreve não tem como pensar "este eu não pretendo ler"...

    ResponderExcluir