14 março 2010

HILDA FURAÇÃO
Cris Compagnoni dos Reis21:18 0 comentários




O que leva uma jovem freqüentadora da alta sociedade de Belo Horizonte da década de 60, eleita a Garota do Maiô Dourado e que enfeitiçava os homens a beira da piscina de um clube tradicional a deixar o futuro promissor de lado, ir morar no quarto 304 do Maravilhoso Hotel na zona boêmia transformada em Hilda Furacão, a musa erótica que tira o sono da cidade?

A vida de Hilda se cruza com os sonhos de três rapazes vindos do interior: Frei Betto que queria ser santo, outro que queria ser ator de Hollywood e o jornalista Roberto que narra a história. Hilda Furacão é o desafio que o santo tem que enfrentar.

O cenário político da época está muito bem representado neste livro que mistura personagens reais e fictícios expondo os acontecimentos importantes desse cenário com veracidade singular. Nessa obra Roberto Drummond conseguiu fazer com que eu, que nunca fui politizada, compreendesse essa fase pré-ditadura no Brasil.



A sociedade belo-horizontina também tem um papel importante na história, principalmente nas manifestações realizadas na intenção de acabar com a zona boêmia ou pelo menos tirá-la do centro da cidade e fazendo com que se instale nas periferias.

O final surpreendente do livro de Drummond se dá no dia no aniversário de Hilda, no dia da mentira, no dia do Golpe Militar em primeiro de abril de 1964. E é neste dia que Hilda Furacão prometeu contar para o jornalista Roberto o motivo pelo qual ela desistiu de ser a Garota do Maiô Dourado.
Sobre o autor (a) Formada em Matemática e especialista em Estatística mas ganha a vida como bibliotecária e é viciada em livros. Facebook ou Twitter

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