23 março 2010

A DAMA DAS CAMÉLIAS
Cris Compagnoni dos Reis20:35 1 comentários


Alexandre Dumas Filho inicia o seu romance com as seguintes palavras: “Sou da opinião de que só se pode criar personagens quando já se estudou muito os seres humanos, assim como só se pode falar uma língua na condição de tê-la aprendido a sério. Não tendo ainda atingido a idade em que se possa inventar, contento-me em relatar.” Assumindo assim sua autobiografia na obra.

A DAMA DAS CAMÉLIAS é a mais famosa história de amor por uma cortesã, onde o jovem estudante de Direito na Paris de meados do século XVX Armand Duval se apaixona e tem seu sentimento correspondido pela prostituta mais cobiçada dos salões e teatros parisienses Marguerite Gautier.

O ponto principal de distinção entre Dumas Filho e o seu protagonista é que o autor não vem de uma respeitável família burguesa interiorana como Armand, mas é filho bastardo do notável escritor Alexandre Dumas (autor de Os Três Mosqueteiros e O Conde de Monte Cristo) com uma lavadeira e só conhece o pai com sete anos de idade quando este o tira da mãe para que inscrevê-lo em um colégio interno onde se habitua a palavra bastardo.



Marguerite Gautier é inspirada na cortesã Marie Duplessis que faleceu de amor dois anos após ter sido deixada por Alexandre cujo motivo é explicitado por um trecho de uma carta: “Minha cara Marie, não sou rico o suficiente para amá-la como eu gostaria, nem pobre o suficiente para ser amado como você gostaria que eu fosse”.

O amor de Armand e Marguerite é impedido pela moral da época, os costumes e os desejos da família de Armand. Dumas Filho usa essa história para expor a hipocrisia da sociedade burguesa, que, acostumada a ver os sentimentos humanos como mercadoria, não consegue distinguir um amor sincero ao vê-lo.

É uma história muito triste, e mesmo já tendo conhecimento do final trágico da protagonista eu torci por um final feliz, coisas que só um coração romântico explica. A DAMA DAS CAMÉLIAS foi adaptada muitas vezes para o teatro e obteve êxito quando subiu ao palco pela ópera La Traviata de Giuseppe Verdi e também no cinema, quando Marguerite foi interpretada por Greta Garbo.

Bem, resumindo e usando uma linguagem chula, é uma história de fossa, dramática e que não recomendo para momentos de fossa.
Sobre o autor (a) Formada em Matemática e especialista em Estatística mas ganha a vida como bibliotecária e é viciada em livros. Facebook ou Twitter

Um comentário :

  1. Mas é o que agente prcura quando tá em um momento assim... vou por na minha lista hahaha

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