19 março 2010

COMO VIVER ETERNAMENTE
Cris Compagnoni dos Reis19:25 6 comentários


COMO VIVER ETERNAMENTE de Sally Nicholls conta a comovente história de San, um menino de onze anos que tem leucemia. O fato de ser ficção não faz com que o livro seja menos envolvente, é narrado em primeira pessoa o que torna o leitor muito íntimo de San.


A organização do livro é algo que realmente adorei, ele se apresenta como se fosse um diário, um caderno onde San conta a sua história, têm muitas listas, perguntas sem respostas, desenhos, fotos, tudo devidamente numerado e posicionado como se uma criança que o tivesse confeccionado.


San fala da sua família, das coisas que gostaria de fazer que em umas de suas listas intitulada “coisas que quero fazer” são extremamente simples como subira a escada rolante que desce ou, descer a escada rolante que sobe; suas dúvidas e medos como em uma das suas perguntas sem respostas: “morrer dói?”, fala do amigo que conheceu em um de seus muitos internamentos e que tem a mesma doença que ele, da professora que os ensina em casa.



Apesar da leucemia San é uma criança como outra qualquer, ele fala das vezes que ele e o amigo fugiram do quarto e foram correr com a cadeira de rodas pelos corredores do hospital, e quando foram ao shopping escondidos pra por em prática o item referente à escada rolante da sua lista.


Esse personagem é extremamente cativante, não têm como não gostar dele, não torcer por ele, não sonhar seus sonhos e não sentir suas angústias. Derramei lágrimas enquanto ele chorava e choro agora lembrando dele, por que será que não damos valor à saúde quando a temos se isso era tudo o que ele queria?


Conhecer a história de San não nos ensina apenas como viver eternamente, mas também como só depende da gente tornar simples a vida e viver feliz eternamente!
Sobre o autor (a) Formada em Matemática e especialista em Estatística mas ganha a vida como bibliotecária e é viciada em livros. Facebook ou Twitter

6 comentários :

  1. Fiquie com muita vontade de ler esse livro,historia lida de+
    Cris se tem ele na biblioteca da escola??
    bjuusss

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  2. É, eu também chorei demais lendo, e lendo aqui no seu blog também. O modo como ele encara a doença - uma doença inexplicável, como é o cancêr - me lembra muito o modo como minha mãe encara, amando a vida cada dia mais, sinônimo de força, vontade de viver... todos deveriam ter a capacidade de enfrentar os problemas dessa maneira!

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  3. Nossa Cris, eu acabei de ler hoje. É muito real, mas eu não sei como eu não chorei.

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  4. Como a própria contracapa diz, "algumas coisas são perfeitas do início ao fim."

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  5. Victória Mayara da Rosaquarta-feira, 23 maio, 2012

    Ja li esse livro.Simplesmente amei-o desde do começo, é um livro tão simples,fofo, eu amei, eu amo esse livro, ele é magnifico.. ♥

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