29 dezembro 2010

CLEÓPATRA E SUA VÍBORA
Cris Compagnoni dos Reis16:25 1 comentários

Sempre gostei de ler biografias, mas confesso que as da coleção Mortos de Fama são as mais divertidas, elas sempre trazem trechos dos diários dos biografados (fictícios claro) mostrando como eles se sentiam e o que deveriam ter pensado sobre cada acontecimento; e reportagens dos jornais da época e local em que esses personagens históricos viveram (também fictícios).

Mas vamos nos ater a Cleópatra, a última rainha do Egito, a rainha deusa, que neste livro foi ilustrada por Philip Reeve chamada de Cléo pela autora Margaret Simpson (já comentei em postagem anterior de outro livro desta coleção que adoro o modo como os autores parecem íntimos dos personagens chamando-os por apelidos).

Antes de ler CLEÓPATRA E SUA VÍBORA tudo o que eu sabia sobre ela é que foi rainha do Egito, era vaidosa, bonita e muito famosa, quanto a sua fama posso dizer que ela se evidenciou depois de que Shakespeare escreveu a peça Antônio e Cleópatra, conforme pude averiguar lendo WILLIAM SHAKESPEARE E SEUS ATOS DRAMÁTICOS; mas estava enganada quando a sua beleza, descobri que ela não era bonita.

23 dezembro 2010

AS MELHORES DO ANALISTA DE BAGÉ
Cris Compagnoni dos Reis22:37 1 comentários

Todo leitor de Luis Fernando Verrisimo conhece esse personagem carismático que é o Analista de Bagé, se ainda não conhece eis a oportunidade perfeita, pois neste livro estão reunidas as suas melhores histórias e mais, todas em quadrinhos com desenhos de Edgar Vasques e o texto impagável de Verrisimo.

As histórias deste livro foram publicadas originalmente na revista Playboy entre junho de 1983 e outubro de 1990, com exceção de uma história inédita e outra publicada na revista Superinteressante. É um livro muito divertido, perfeito para se ler nesse período de férias, ainda mais em uma praia, já que não é uma leitura que exige concentração e as histórias são curtíssimas, na verdade são tiras.

Não é a toa que esse analista é encantador, principalmente para as mulheres deprimidas, oprimidas e alteradas, afinal ele é um cinqüentão charmoso e viril, além de saber que um bom chamego, de preferência no pelego pode cura qualquer neurose; e é essa a sua missão profissional.

O Analista de Bagé é um gaucho arrebatado, especialista no tratamento de frigidez feminina, ninfomania, ejaculação precoce, complexos variados – de Édipo, rejeição, ciúme ou inveja; enfim, todos os traumas que torturam seus pacientes, principalmente as mulheres, recebem de freudiano pouco ortodoxo, respostas rápidas e inesperadas.

16 dezembro 2010

O DIABO DOS NÚMEROS
Cris Compagnoni dos Reis12:16 1 comentários

Já estava demorando para que eu postasse algo relacionado a Matemática novamente, mas esta ciência que muitos julgam ser chata e incompreensível pode ser muito divertida se vista pelo ângulo certo, e é justamente isso que O DIABO DOS NÚMEROS tenta mostrar ao leitor.

Não é um livro didático, muito menos um daqueles livros pra professores que ensinam “como ensinar Matemática”; é algo louco, surreal, cheio de curiosidades, raciocínios lógicos, brincadeiras e o que é mais importante: uma leitura muito, mas muito divertida mesmo, me rendeu boas gargalhadas.
O livro conta a história de Robert, um menino comum que usa um pijama azul e, como a grande maioria, detesta Matemática, ele não via sentido algum naquela montanha de números e cálculos que não servem pra nada, para ele os números eram absurdos e inúteis. Até que surgiu Teplotaxl, e sabem que eu o entendo perfeitamente, por que um matemático não sabe ouvir que “a Matemática não serve pra nada” e ficar quieto, acho que isso é a pior coisa para se dizer a um matemático.

Teplotaxl é um diabo, o Diabo dos Números, e ele começou a aparecer nos sonhos do Robert, e é claro que o menino não gostou nada disso, mas como ainda não estamos nos tempos dos “Os Jetsons” em que o garotinho escolhia com o que queria sonhar (lembram do desenho animado?), e quando estava dormindo, Robert não conseguia simplesmente acordar porque não gostava do sonho, então mesmo contrariado ele resolve entrar na onda do diabo.

15 dezembro 2010

POLLYANNA
Cris Compagnoni dos Reis16:34 1 comentários

Clássico da literatura infantil, li na infância, mas ainda lembro; foi o primeiro livro que a minha mãe me deu, acho que no fundo ela queria que a filha dela que vos escreve tivesse um pouco do otimismo, amor, bondade e pureza de sentimentos que a personagem irradia.

Se fosse ler o livro hoje não sei se iria gostar tanto quanto gostei na época, na verdade acho que hoje não iria ler, não é o tipo de história que me atrai, mas já me atraiu, li na idade certa!

Pollyanna é uma menina pobre, sua mãe já é falecida e ela têm apenas o pai, que é pastor, só que o pai acaba morrendo e ela vai morar com a tia Poli, uma mulher sozinha e muito rica. Confesso que achei muito legal esse jogo com os nomes, pois a mãe da menina se chamava Anna e a irmã dela Polly, e para homenagear as duas a protagonista foi batizada de Pollyanna.

Quando a menina, que tinha ficado órfã chegou na casa da tia, achou que viveria como uma princesa naquela imensa mansão, que teria um quarto só pra ela, coisa que nunca teve na sua humilde vida. Mas a tia não era tão bondosa como ela imaginava, e o quarto tão sonhado não passava de um buraco no sótom sem iluminação e ventilação.

08 dezembro 2010

WILLIAM SHAKESPEARE E SEUS ATOS DRAMÁTICOS
Cris Compagnoni dos Reis15:35 1 comentários

Antes de qualquer coisa, preciso confessar: nunca li nenhuma obra de Shakespeare, salvo alguns sonetos, o que conheço da sua produção literária é de adaptações para o cinema, algumas aulas no meu tempo de escola, e até de conversas informais. Mas depois de ler este livro sinto uma necessidade urgente de ler todas as obras desse cara.

Apesar da minha curiosidade em ler Shakespeare, sempre fui barrada pelo formato de suas obras, para mim a leitura de peças teatrais é extremamente cansativa e confusa, não que eu não goste de teatro, por que eu adoro, mas sou o público, assisto; já que é essa a minha função nesse contexto.

WILLIAM SHAKESPEARE E SEUS ATOS DRAMÁTICOS é uma biografia do mais famoso dramaturgo de todos os tempos, só que está não é só mais uma, é “a biografia” de William Shakespeare. O livro é da Coleção Mortos de Fama, (a mesma do livro ISAAC NEWTON E SUA MAÇÃ, já postado no blog) e se mantém fiel à idéia da coleção que é contar a vida daqueles que são famosos de morrer de uma forma pra lá de divertida.

Uma biografia comum poderia simplesmente dizer que Shakespeare tinha a letra feia, mas nesta Andrew Donkin contou isso afirmando que certas vezes se tinha a impressão de que o dramaturgo mergulhava as pernas de uma aranha na tinta e a colocava para correr no papel. E as ilustrações de Clive Goddard dão um toque especial deixando a leitura ainda mais divertida.

06 dezembro 2010

100 ESCOVADAS ANTES DE IR PARA A CAMA
Cris Compagnoni dos Reis17:19 1 comentários

Esse livro é o diário de Melissa Panarello, uma típica adolescente italiana. Gosto de livros em formato de diários porque assim ele possibilita que conheçamos o personagem profundamente, todas as suas angústias, alegrias, incertezas, enfim, tudo que ele sente e como ele lida com isso. Só que 100 ESCOVADAS ANTES DE IR PARA A CAMA não é apenas um livro em forma de diário, é o relato das experiências vividas pela autora.

Aos 15 anos de idade, Melissa perde a virgindade em uma festa na casa de uns amigos, e assim ela descobre um mundo novo e diferente, o desejo de amar e se sentir amada e a ilusão de encontrar este sentimento através do sexo. As precoces e variadas experiências sexuais vividas por uma colegial entre os 15 e os 16 anos são narradas em primeira pessoa, sem pudores e nem mais palavras.

Durante dois anos a protagonista do livro experimenta as mais diferentes práticas sexuais, como se desejasse, através delas, transcender o corpo. Sexo grupal com desconhecidos, orgias regadas a drogas, sadomasoquismo, homossexualismo: nada detém sua curiosidade, mas seu prazer é tingido de repulsa e insegurança. Em sua busca desenfreada, Melissa acaba caindo em um túnel escuro de humilhação e dor, onde se arrisca a perder para sempre aquilo que tem de mais precioso: ela mesma.

03 dezembro 2010

CAPITALISMO PARA PRINCIPIANTES
Cris Compagnoni dos Reis10:46 1 comentários

Aí está um assunto que muitos acham chato, porém é extremamente importante compreende-lo, pois esse sistema econômico determina a nossa vida mais do que imaginamos.

Mas o objetivo não é falar do Capitalismo, e sim do livro, que como o próprio título já diz, é para iniciantes, mas recomendo para os entendidos do assunto também, pois ver esse sistema com um toque de humor é muito bom, até por que rir é sempre bom, em qualquer situação.

Geralmente esse não é o estilo de livro que pego para ler, mas o CAPITALISMO PARA PRINCIPIANTES veio parar em minhas mãos por acaso, então pude perceber que era uma história em quadrinhos, isso mesmo, é uma história em quadrinhos! E assim a curiosidade que estava dormindo lá no fundo do meu eu acordou, comecei a folhar o livro e quando me dei conta já tinha o lido integralmente.

Nunca imaginei que fosse me divertir lendo a respeito desse assunto, é um livro que trata de um assunto sério com muito bom humor. É uma aula sobre Capitalismo, com explicações claras, objetivas e hilárias. As ilustrações são um diferencial no contexto literário, tornam tudo mais “prático”, mais didático.

26 novembro 2010

A FAVOR DO VENTO
Cris Compagnoni dos Reis16:41 2 comentários

Não faz muito tempo que conheci o lado escritor do Duca Leindecker, pra mim ele era líder da banda Cidadão Quem (que adoro) e atualmente no duo Pouca Vogal com Humberto Gessinger dos Engenheiros do Hawaí (que também gosto muito), ou seja, um músico apenas.

Assim que “descobri” o Duca autor logo tratei de comprar os seus dois livros já publicados: A CASA DA ESQUINA e A FAVOR DO VENTO, e não me arrependi; gostei dos seus livros assim como gosto da sua música. Não é preciso deixar a música de lado para falar de A FAVOR DO VENTO, pois ela está presente nessa história, é como se fosse um pano de fundo.

O livro conta duas histórias paralelamente, alternando os capítulos. Uma é contada por um garoto que sonha em ser músico, trabalha como roadie para uma banda que já faz sucesso, tem os instrumentos nas mãos e está em cima do palco, mas apenas quando o público não está presente.

20 novembro 2010

O QUE AS HISTÓRIAS DE DAN BROWN TÊM EM COMUM
Cris Compagnoni dos Reis18:27 3 comentários


Pensei em escrever esse post muito antes de postar qualquer um dos livros do Dan Brown no blog; pois queria falar do que acho das obras dele de uma forma mais geral, sem especificar uma ou outra. De certa forma foi por isso que as postagens anteriores foram exclusivamente dos livros do autor.

Quando li o segundo livro dele (não me recordo à ordem em que li, mas não foi a mesma em que foram escritos e nem que foram postados) já percebi várias características em comum com o primeiro; no terceiro elas se confirmaram e dali pra frente apenas tiveram algumas leves modificações, são elas:


17 novembro 2010

O SÍMBOLO PERDIDO
Cris Compagnoni dos Reis11:28 0 comentários

Até o presente momento este é o último livro de Dan Brown, ansiosamente aguardado por milhares de fãns que o autor conquistou com o sucesso das suas obras anteriores. O mais conhecido personagem de Brown, Robert Longdon protagoniza mais uma alucinante aventura em O SÍMBOLO PERDIDO.

Depois de ter sobrevivido a uma explosão no Vaticano e a uma caçada humana em Paris, Langdon novamente necessitará dos seus conhecimentos de simbologia e sua habilidade para solucionar problemas. Nessa história o professor de Harvard é convidado às pressas por seu amigo e mentor Peter Solomon - eminente maçom e filantropo - a dar uma palestra no Capitólio dos Estados Unidos.

Em consideração a amizade que tem pelo maçom, Robert aceita o seu convite mesmo sendo em cima da hora. Ao chegar lá, descobre que caiu numa armadilha. Não há palestra nenhuma, Solomon está desaparecido e, ao que tudo indica, correndo grande perigo. E grande mesmo, pois o seqüestrador faz com que o professor encontre no chão do Capitólio uma mão humana recém amputada apontando para cima, e Longdon reconhece na mão o anel do amigo Peter. A palestra era na verdade uma armadilha.

10 novembro 2010

O CÓDIGO DA VINCI
Cris Compagnoni dos Reis17:21 0 comentários

Enfim chegamos ao livro mais famoso de Dan Brown, aquele que vendeu milhões e o tornou mundialmente conhecido, que gerou polêmica por fazer afirmações que confrontaram a Igreja Católica, que dividiu o mundo ente crentes, e descrestes da sua teoria. Este histórico já é suficiente para despertar no provável leitor uma intensa curiosidade sobre a obra.

Esta é a segunda aventura do já conhecido personagem Robert Longdon, o famoso professor da cátedra de simbologia de Havard. Em O CÓDIGO DA VINCI ele vai para Paris para uma palestra e é convidado pelo curador do Museu do Louvre Jacques Sunière para uma conversa. Acontece que poucas horas antes desse encontro Sunière é assassinado dentro do Louvre e, deixa uma pista cifrada na cena do crime acreditando que dessa forma apenas sua neta Sophie Neveau, que é criptógrafa poderia decifrar; essa mensagem têm um PS.: “Procure Robert Langdon”.

Robert é levado pela polícia francesa até o local do crime, conhece Sophie e tenta ajuda-la a decifrar a mensagem, que os leva diretamente para as obras de Leonardo da Vinci; mas os dois acabam se tornando suspeitos e fogem. Eles descobrem que Jacques era Grão Mestre de uma antiga sociedade secreta, O Priorado de Sião, que já teve como membro muita gente famosa como Sir Isaac Newton, Botticelli, Victor Hugo e, é claro, Leonardo da Vinci.

08 novembro 2010

ANJOS E DEMÔNIOS
Cris Compagnoni dos Reis14:56 0 comentários

Esse é o primeiro livro em que aparece o personagem mais famoso de Dan Brown: Robert Longdon, que nas adaptações para o cinema foi interpretado por Tom Hanks. Langdon é um famoso professor de Simbologia de Havard e suas aventuras são narradas em três das cinco obras de Brown.

Em ANJOS E DEMÔNIOS Robert e chamado para ajudar a desvendar um assassinato no maior centro científico do mundo: CERN; pois o provável assassino marca o corpo do cientista a fogo com um símbolo de uma antiga sociedade secreta, e esta é a especialidade do professor. Só que além do assassinato também ocorreu o roubo de uma substância altamente destrutiva que esse cientista estava estudando.

O cientista era padre, Leonardo Vetra, e tentava provar cientificamente a existência de Deus, e trabalhava juntamente com a sua filha adotiva, que seguiu a mesma carreira Vittória Vetra; e é ela quem vai ajudar Langdon a encontrar o assassino, pois ela entende tudo sobre a anti-matéria que foi roubada e está em poder do mesmo.

04 novembro 2010

FORTALEZA DIGITAL
Cris Compagnoni dos Reis14:55 0 comentários

E dando seqüência as obras do Dan Brown eis mais uma aventura recheada de ficção científica, FORTALEZA DIGITAL é uma viagem pelo mundo da criptografia e faz uso dos mistérios dessa ciência para prender o leitor em um mundo que ele já mais imaginou existir; e despertar a crença de que este mundo realmente exista.

O livro conta a história da criptografa Susan e o seu namorado: professor David. Susan trabalhava na NSA (Agencia de Segurança Nacional), que construiu um supercomputador, o TRANSLTR capaz de decodificar qualquer mensagem criptografada, porém este computador é mantido em segredo e opera de maneira independente e, acima de qualquer legislação.

Quando o TRANSLTR foi construído, um dos criptografos mais talentosos da NSA Ensei Tankado, pois não concordava com a construção do mesmo, e agora, anos depois, Tankado disponibiliza para download na internet um novo algoritmo de criptografia, criado por ele, com uma cadeia de caracteres mutantes que, segundo ele, era inquebrável, nem mesmo o TRANSLTR seria capaz de decifrá-lo.

03 novembro 2010

PONTO DE IMPACTO
Cris Compagnoni dos Reis10:41 6 comentários

Resisti até onde pude para escrever sobre os livros do Dan Brown, tenho uma opinião muito peculiar sobre as histórias dele, mas primeiramente vou falar de cada livro e depois escrevo um post sobre as obras dele de modo geral.

PONTO DE IMPACTO não é o livro mais famoso e nem o mais vendido do autor, porém é o meu preferido. A idéia central da história é genial; e mesclar ficção científica com questões políticas imprime a idéia de que é tudo real, não existe ficção, pois Dan Brown usa da simplicidade e da lógica fazendo com que o leitor acredite na possibilidade de acontecer fora da história o que está acontecendo dentro dela.

A trama se desenvolve partindo da disputa pela presidência dos EUA pelo atual presidente Heyner e o seu adversário, o senador Sedgewick Sexton. E o principal ponto de discórdia entre as campanhas eleitorais é a NASA pois para o senador o gasto da agência é exorbitante pelo baixo índice de sucesso que ela obtêm.  Já o atual presidente Zack Herney, acredita na NASA e no poder que ela confere ao país com suas pesquisas.

22 outubro 2010

A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATES
Cris Compagnoni dos Reis14:01 2 comentários

Cá estou eu novamente em uma viagem pela literatura infanto-juvenil, e não li este livro quando criança, o fiz há pouco tempo atrás. Histórias infantis me fazem voltar a ser criança, me fazem recordar a criança que fui, as aventuras que vivi, os sonhos que sonhei.

Imagino A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATES já é uma história bem conhecida pelo fato de ter ido parar nas telonas duas vezes, a primeira em 1971 e a segunda em 2005; dos quais assisti apenas a primeira adaptação e posso dizer que, é fiel ao livro em todos os detalhes, até mesmo os diálogos originais do livro foram mantidos!

Tudo começa com o avô de Charlie, que sabe muitas histórias sobre a misteriosa Fábrica de Chocolates, antigamente ela muito imponente, mas o proprietário o Sr. Willy Wonka passou a desconfiar quem tinha espiões em sua Fábrica que tentavam roubar as suas receitas para entregar aos seus rivais; ele resolveu fechar a Fábrica e anunciou que estava saindo do negócio para sempre.

19 outubro 2010

O ÚLTIMO TEMPLÁRIO
Cris Compagnoni dos Reis18:00 6 comentários

Essa é um livro pra quem gosta daquelas aventuras cheias de suspenses e muita História envolvendo temas polêmicos e fonte de muita curiosidade como tudo que envolve o cristianismo e o mistério que certa a extinta Ordem dos Cavaleiros Templários.

O misto de fatos históricos com ficção é o charme do livro, passa a impressão de que tudo é real, chega uma hora em que o leitor não consegue mais separar as coisas devido ao seu envolvimento na história; envolvimento esse que vai crescendo e fazendo com que o simples fato de largar o livro para continuar a leitura no dia seguinte se torne muito difícil.

O livro se inicia alternando fatos ocorridos em 1291 com os Cavaleiros Templários com fatos contemporâneos, no passado se têm o ataque dos muçulmanos à antiga cidade de Acre mas a galé Templo do Falcão consegue zarpar e levar um pequeno grupo de cavaleiros; sete séculos depois, na cidade de Nova York, quatro homens vestidos de templários e montados a cavalo irrompem na festa de abertura de uma exposição de relíquias do Vaticano no museu Metropolitan, espalhando pânico e roubando os objetos expostos.

18 outubro 2010

RUMBLE FISH - O SELVAGEM DA MOTOCICLETA
Cris Compagnoni dos Reis09:28 0 comentários

Este livro conta um pouco da história de Rusty-James, um período complicado da vida deste garoto. Não é uma história alegre, ela é dura, assim como a realidade pode ser para alguns.

Susan E. Hilton ficou conhecida pelo livro Outsiders e repetiu o sucesso com RUMBLE FISH, que também foi levado as telas pelo cineasta Francis F. Coppola em 1983 (infelizmente não tive a oportunidade de ver o filme). Ambos situam os acontecimentos nos subúrbios americanos dos anos 70, mostrando o quanto é difícil para um jovem sobreviver nesse contexto.

A autora criou um universo onde não há pais nem autoridades adultas, um ligar onde os garotos vivem segundo as suas próprias regras. Ela diz que escreveu porque não conseguia encontrar histórias que descrevessem a vida dos adolescentes fora do estreito mundo dos bailinhos escolares.

14 outubro 2010

PRA SER SINCERO
Cris Compagnoni dos Reis11:16 0 comentários


Como alguns amigos sabem me enrolei bastante até resolver escrever sobre este livro, pois existem certas opiniões que quero guardar só pra mim, ainda mais quando se têm amigos realmente fanáticos pelo Humberto Gessinger.

PARA SER SINCERO, 123 VARIAÇÕES SOBRE O MESMO TEMA é uma espécie de “auto-biografia” que revela a trajetória de uma banda vista pelos olhos do seu líder, ídolo de uma geração, da geração na qual me incluo. Essa é a história dos ENGENHEIROS DO HAWAII.

Reza a lenda que a banda que no início se chamava “Frumelo & Os Sete Belos’ nasceu para durar uma noite só, e a noite era 11 de janeiro de 1985, coincidentemente o mesmo dia da abertura da primeira edição do Rock in Rio; só que bem longe do Rio de Janeiro, foi no palco do auditório da Faculdade de Arquitetura da UFRGS.

06 outubro 2010

MANUAL DA PAIXÃO SOLITÁRIA
Cris Compagnoni dos Reis09:39 2 comentários

Este é mais um livro do Moacyr Scliar, um dos meus autores preferidos; é uma história bíblica assim como A MULHER QUE ESCREVEU A BÍBLIA. Porém isso não quer dizer que seja uma história religiosa ou que tenha a ver com religião, muito pelo contrário, é uma história pra lá de divertida, com personagens bíblicos.

Shela é o narrador desta história, ele é o filho caçula do patriarca Judá; acho que o que mais gosto nas histórias de Scliar é o modo como ele chega no narrador da história, em A MULHER QUE ESCREVEU A BÍBLIA foi através de uma seção de regreção; já em MANUAL DA PAIXÃO SOLITÁRIA acontece um congresso bíblico onde um famoso professor fará uma palestra sobre um manuscrito recentemente descoberto, esse manuscrito teve Shela como seu autor, e o professor “encarna” este autor como personagem e apresenta um monólogo em primeira pessoa dando vida à Shela.

Mas vamos à história. Judá teve três filhos: Er, Onam e Shela, o mais velho Er fez um grande casamento com a linda filha do sacerdote, Tamar; só que ele não era muito interessado em mulheres, e a sua nunca engravidava como todos esperavam; até que um dia Er moreu.

01 outubro 2010

HONRA SILENCIOSA
Cris Compagnoni dos Reis09:42 1 comentários

Já esclarecerei desde o princípio que esse é um romance daqueles que geralmente os homens não gostam, Danielle Steel escreve para as mulheres, escreve aquelas histórias em que toda leitora se coloca no lugar da mocinha, sofre com o seu sofrimento anseia pelo final feliz, e de preferência, com o seu “príncipe encantado”.


Mas este “conto de fadas” têm uma mocinha muito real, e o seu sofrimento é causado primeiramente pelo choque de cultura que sofre ao sair do Japão e ir morar nos Estados Unidos com os tios; e depois, com o ataque a base americana de Pearl Harbor, que transformou a vida de todo japonês ou descendente, que residia nos EUA um verdadeiro inferno.

Hiroko, a mocinha, fez essa mudança radical na sua via na década de 40, a pedido dos seus pais que queriam que a filha tivesse acesso a uma educação de qualidade. Hiroko fica deslumbrada com os hábitos da cultura ocidental e também apaixona-se pelo professor Peter Jenkis. Tenta equilibrar os valores herdados de seus antepassados com os novos costumes adquiridos. Sente-se vivendo em liberdade, num verdadeiro paraíso, mas por um curto período de tempo.

22 setembro 2010

O REI DO INVERNO
Cris Compagnoni dos Reis14:34 3 comentários



Este é o primeiro volume das Crônicas do Senhor da Guerra ou, Crônicas de Artur, como também são conhecidas, do Bernard Cornwell, que é seguido de O INIMIGO DE DEUS e EXCALIBUR. Estas crônicas contam a história do famoso Rei Artur, cuja existência nunca foi comprovada.


A história é narrada em primeira pessoa pelo personagem Darfel, um padre que em sua juventude conheceu Artur e relata, à pedido da rainha Igraine as façanhas deste homem que se tornou um mito. Igraine vai quase diariamente ao convento com a desculpa de rezar pedindo a graça de ser mãe, porém o que realmente deseja é conhecer as histórias de Artur.

Minha primeira surpresa foi descobrir que Artur não era Rei, não sei por que na maioria das histórias ele sempre carregou este título, ele de fato era sim filho do Rei Supremo Uther, mas filho bastardo, não herdaria o trono; ele era um corajoso guerreiro, temido em batalha, justo e humano fora dela, e tudo o que mais queria era a paz.

As outras surpresas que tive foram quanto a personalidade de Guinevere e Lancelot, a idéia que tinha destes personagens (oriundas de filmes e outras fontes literárias) era de pessoas integras, bondosas e amáveis, assim como Artur; mas não, Guinevere era tão fútil e ambiciosa quanto o seu mundo lhe permitia ser, e Lancelot vaidoso e mentiroso. Porém a famosa traição deles para com Artur que é sempre narrada nas lendas não aconteceu, pelo menos nesse primeiro volume da trilogia.

21 setembro 2010

CORALINE
Cris Compagnoni dos Reis16:14 2 comentários





Esta é pra ser uma história infanto-juvenil, e como tal é classificada; porém se eu fosse a responsável por classificar os livros com certeza não o enquadraria nesta classificação, tudo bem que eu não gosto muito de histórias de terror, nem filmes desse gênero eu assisto, mas eu li CORALINE do escritor britânico Neil Gaiman, e fiquei com muito medo!


Ela é uma menina extremamente corajosa, desbravadora como gosta de definir, e por isso, admirável. Coraline se muda com os pais, ambos jornalistas de uma revista de jardinagem, para um  apartamento em um prédio antigo; na verdade um casarão que fora dividido em vário apartamentos.

Seus vizinhos são velhinhos excêntricos e amáveis que não conseguem dizer seu nome do jeito certo, e isso deixa a menina muito irritada, mas encorajam sua curiosidade e seu instinto de exploração; e Coraline que não recebe muita atenção dos pais por estes estarem sempre com muito trabalho, está sempre procurando conhecer cada cantinho desse lugar estranho onde foi morar.

11 setembro 2010

PERCY JACKSON E OS OLIMPIANOS
Cris Compagnoni dos Reis20:57 2 comentários




A saga é composta por cinco livros: O LADRÃO DE RAIOS, O MAR DE MONSTROS, A MALDIÇÃO DO TITÃ, A BATALHA DO LABIRINTO e O ÚLTIMO OLIMPIANO; tudo começa quando o protagonista Percy Jackson aos 12 anos de idade se descobre um semi-deus, filho de Poseidon.






Apesar das histórias serem completamente baseadas na mitologia grega, elas não ocorrem na Grécia antiga, mas na Nova York atual, é como se os deuses gregos ainda tivessem domínio da humanidade (se é que um dia tiveram) faz sentido se considerarmos o fato de serem imortais; porém o Monte Olimpo não está mais na Grécia e sim sobre o Empire State o “centro do poder mundial”.






As histórias dos cinco livros giram em torno de uma profecia, esta dizia que o filho de um dos deuses grandes (Zeus, Poseidon e Hades) com uma mortal, ao completar 16 anos escolheria o Olimpo preservar ou arrasar. Acontece que por causa da profecia esses três deuses fizeram um pacto de não ter mais filhos com mortais, porem o pacto não fui cumprido e então a existência do Olimpo passa depender da escolha desse herói (todo semi-deus é tido como herói), e Percy é o principal suspeito de ser o herói a quem a profecia se refere.


03 setembro 2010

O DIÁRIO SECRETO DE UM ADOLESCENTE
Cris Compagnoni dos Reis11:29 14 comentários


Ler diários é invadir a intimidade do seu autor, conhece-lo a fundo, e é isso que Sue Townsend nos convida a fazer com esse livro, descobrir como funciona a mente de Adrian Mole.

Adrian é um típico adolescente britânico dos anos 80 e o livro é em formato de diário mesmo, daqueles em que cada acontecimento narrado é sucedido por uma data. Townsend mostra com maestria como a adolescência pode ser uma fase divertida; mas apenas pra quem é espectador!

O fato é que esse é um dos livros que mais me fez dar risadas, Adrian é ingênuo, não percebe nada do que acontece a sua volta, mesmo registrando tudo no seu diário. E a convivência dele com a esperta Pandora gera situações extremamente cômicas.

Uma destas situações é quando Adrian vai pra a escola com meias vermelhas, pois a sua mãe não lavou a roupa suja e ele não têm meias brancas (que fazem parte do uniforme) limpas; quando ele leva uma bronca da direção em público Pandora se aproveita do acontecido e cria a revolução das meias pois crê que todos têm o direito de usar meias da cor que preferir. Mole embarca na onda de Pandora e se torna o símbolo da inusitada revolução.

26 agosto 2010

TEM QUE SER HOJE
Cris Compagnoni dos Reis10:38 0 comentários

Mais uma das minhas viagens pela literatura infanto-juvenil, e essa foi uma viagem que me proporcionou uma intensa nostalgia, saudades da minha adolescência.

TEM QUE SER HOJE é uma história curtíssima, em algumas publicações é apenas um conto, mas na que eu li ela ganhou o merecido status de um livro. Este me apresentou a Maria Amélia, uma garota decidida, determinada e que sabe o que quer; uma personalidade de fazer inveja.

No dia em que completa 14 anos ela acorda resolvida a fazer desta uma data especial, a transformar este dia no dia do seu primeiro beijo. Maria Amélia se arruma toda para ir à escola, pois ela tem que procurar o seu escolhido e conquista-lo antes do anoitecer.

A protagonista se envolve em muitas confusões para atingir o seu objetivo, toma atitudes desmedidas, mas se mantém focada; muitas situações engraçadas acontecem.

20 agosto 2010

REUNIÃO DE FAMÍLIA
Cris Compagnoni dos Reis17:26 0 comentários

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Todo mundo têm problemas familiares e, Alice não é diferente de ninguém.  Em um final de semana ela deixa a sua casa e vai para a casa do pai na intenção de confortar e ajudar a irmã que sofreu a perca do único filho.

Nessa visita, Alice se recorda da criação severa que ela e seus irmãos Evelyn e Renato tiveram. Filhos de um pai violento e repressor; o que fez com eles carecessem marcados pela insegurança, submissão, desconfiança, desunião e, acima de tudo. Pela falta de amor.

Mais uma vez, Lya Luft desvenda através de seus escritos o submundo em que vive a mulher. Sua literatura extremamente intimista percorre o caminho desbravado por Clarice Lispector, mas com uma nota absolutamente pessoal. A narrativa de Lya Luft se faz ouvir pela voz de uma personagem feminina que relata seus problemas.

11 agosto 2010

OS RESTOS MORTAIS
Cris Compagnoni dos Reis20:40 5 comentários




Mais uma daquelas histórias recheadas com o humor impagável que só Fernando Sabino sabe fazer; esse é um autor que sempre consegue me surpreender com a sua criatividade, partindo de cenas tão comuns, tão cotidianas ele consegue criar um mistério incrível que vai se desenrolando de uma forma inimaginável.

O pai traz um empregado do sítio para tomar conta da casa durante uma viagem, o filho não concorda por achar o empregado meio “esquisito”, mas como não mora mais com o pai...

Acontece que o empregado morre misteriosamente, e sem saber o que fazer a empregada da casa chama o filho do patrão; este sem saber o que fazer com OS RESTOS MORTAIS do empregado vai se envolvendo cada vez mais em uma confusão que parece não ter mais fim.

Realizar um enterro não é uma tarefa considerada difícil, pelo menos essa é a convicção de quem nunca leu este livro, isso que a narrativa desconsidera o lado emocional envolvido na tarefa, já que o falecido não tinha relação afetiva com nenhum dos personagens. E o desfecho é daqueles em que ficamos com o queixo caído.

30 julho 2010

COMÉDIAS PARA SE LER NA ESCOLA
Cris Compagnoni dos Reis09:53 2 comentários


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Tudo bem eu confesso, não gosto de ler contos e crônicas, mas para Luis Fernando Veríssimo eu abro uma exceção; as histórias dele são remédios infalíveis contra o mal-humor.

Este livro reúne algumas crônicas selecionadas por Ana Maria Machado que permitem ao leitor mergulhar no universo das histórias e personagens de Veríssimo; e ele sabe mesmo brincar com as palavras, a crônica “Sexa” é o mais divertido exemplo disso. Nesta o menino questiona os pais sobre o feminino do sexo e consegue confundi-los completamente com a sua lógica vocabular.

No texto de abertura do livro, Ana Maria Machado observa: "Depois de ler este livro, duvido que algum jovem ainda seja capaz de dizer, sinceramente, que não curte ler”. E não têm mesmo como não curtir, o jogo de palavras apresentado nas crônicas “Palavreado”, “Jargão”, “O ator” e “Siglas” é simplesmente, genial.
O livro aborda temas variados em suas histórias. Têm personagens de todas as idades e com todas as variações possíveis de personalidades e ‘tipos’. E para nos fazer rir, Veríssimo abusa de comédias de erro ("O Homem Trocado", "Suflê de Chuchu" e "Sozinhos"); pequenas fábulas, com moral não explícita ("A Novata", "Hábito Nacional" e "Pode Acontecer"); memórias ("Adolescência", "A Bola" e "História Estranha"); e abordagens originais de temas recorrentes ("Da Timidez", "Fobias" e "ABC”).

E não é a toa que Luis Fernando Veríssimo conquistou a fama de ‘mestre do humor’, até a pessoa mais ranzinza esboça um pequeno sorriso que seja ao concluir a leitura de uma das suas histórias. E aquela que já é naturalmente risonha, acabar-se-á em gargalhadas.

19 julho 2010

O ÚLTIMO TEOREMA DE FERMAT
Cris Compagnoni dos Reis23:25 3 comentários



Eis um belo exemplo do fascínio que a Matemática exerce sobre mim; a história dessa ciência mostra como a mente humana se desenvolve pela curiosidade, pelo desafio, é a vontade de conseguir fazer o que ninguém conseguiu fazer antes.

Na verdade não é preciso entender de Matemática pra compreender este livro, pois ele retrata a História da Matemática, sem ficção alguma e nenhuma versão romanceada, apenas os mistérios envolvidos na busca de uma demonstração.

Um teorema é uma verdade que possa ser provada, o Último Teorema de Fermat afirma que não existe nenhum conjunto de inteiros positivos x, y, z e n com n maior que 2 que satisfaça a equação: . Parece bem simples, mas acontece que Pierre de Fermart, matemático francês (1601 – 1665) escreveu o referido teorema, disse que provou, mas não mostrou essa demonstração a ninguém e faleceu.

Por não ter demonstração conhecida, a afirmação despertou uma espécie de corrida no meio científico da época, pois todos os matemáticos se sentiam capazes de provar, afinal se Fermat conseguiu, por que eles não conseguiriam?

Por 356 anos foi assim, esse teorema era tido como o Santo Graal da Matemática, todos que ouviam falar dele tentavam provar. O livro conta essa história, passeia pelo tempo e fala um pouco sobre cada personalidade que topou o desafio, isso é uma das coisas que mais gosto de ler, biografias de pessoas que fizeram alguma diferença, e Simon Singh escreve isso de forma direta, mas não deixa de fora detalhes curiosos e interessantes.

14 julho 2010

O CHUPA-TINTA
Cris Compagnoni dos Reis14:16 10 comentários


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E cá estou eu de novo falando de literatura infanto-juvenil, o que acontece é que existem histórias que têm que ser lidas, e porque não ler agora já que não li quando criança?

O CHUPA-TINTA é uma dessas histórias, ainda mais na época atual em que existe uma febre adolescente em torno de “vampiros do bem” creio que esse personagem é digamos, um parente bem distante destes vampiros, já que a sua sede não é de sangue.

Tudo começa com Odilon, um menino que ajuda o pai em sua livraria, mas não gosta nenhum pouco de ler (já começou bem, já que adoro histórias que envolvem livros). O que Odilon mais faz é observar os clientes da livraria, até que um dia surgiu por lá um cara muito estranho.

12 julho 2010

O GRANDE MENTECAPTO
Cris Compagnoni dos Reis10:32 3 comentários


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Um livro recheado com aquele humor que só Fernando Sabino sabe fazer. Geraldo Viramundo é um personagem inspirado em Dom Quixote, e a mim lembrou muito Forrest Gump, creio que isso se deve a inocência e principalmente, a ingenuidade presente na personalidade de ambos.

Viramundo é um vagabundo sonhador que sempre se coloca em encrencas pelas ruas de Minas Gerais. Não têm um paradeiro, está sempre andando atrás de algum ideal; e a concretização do amor que ele sente por Marília, filha do governador de Minas Gerais, é o seu maior ideal.

Ele acredita que o sentimento que nutre pela jovem Marília é correspondido. Sua ilusão alucinada é reforçada pelos pseudo-amigos que o enganam com falsas cartas de amor e incentivam sua loucura mansa e seu sonho impossível.

A ingenuidade de Geraldo faz com que ele acredite em tudo e em todos que o cercam, em seus delírios o irreal e o real andam de mãos dadas, não há a separação entre o concreto e o abstrato, e por isso o herói não se abala física ou emocionalmente com nada com que se defronte: não teme os fortes, os violentos; não se assusta com fantasmas e nem com ameaças; aceita resignadamente o que a vida lhe reserva.

05 julho 2010

O CAÇADOR DE PIPAS
Cris Compagnoni dos Reis13:48 2 comentários


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Nesse livro Khaled Hosseini conta a história de Amir, um afegão há muito imigrado para os Estados Unidos, que se vê obrigado a acertar as contas com o passado e retorna ao seu país de origem. Mas o Afeganistão que Amir encontra não é o mesmo que ele deixou na infância, é um país devastado pela guerra.
O ponto de partida do livro é a infância do protagonista, quando Cabul ainda não era a capital do país que foi invadido pela União Soviética, dominado pelos talibãs e subjugado pelos Estados Unidos. O drama do país segue paralelamente ao drama de Amir, ele carrega a culpa por não ter feito nada para ajudar o seu irmão Hassan.
Mas ele não tinha conhecimento de que Hassan era seu irmão, tudo o que ele sabia era que Hassan era filho do empregado de seu pai. Os dois meninos foram criados juntos, sendo que cada um de acordo com a sua posição dentro da casa, o filho do empregado e o filho do patrão.
Amir sempre teve necessidade de se sentir superior a Hassan, e fazia isso humilhando o irmão, mentindo para se sobressair sempre, enquanto o pobre Hassan vê em Amir um amigo leal, faz de tudo para agrada-lo, para protege-lo.
È uma história muito triste e que, apesar de ser ficção, parece ser muito real, creio que isso se deva a riqueza de detalhes descritos no livro, principalmente o que se refere aos acontecimentos históricos que influenciam o decorrer da narrativa.

30 junho 2010

OUTSIDERS – VIDAS SEM RUMO
Cris Compagnoni dos Reis10:54 4 comentários


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Esse é um dos livros que me fez chorar, essa leitura foi tão envolvente que não conseguia largar o livro, o li todo em um só dia, senti uma necessidade alucinante de conhecer o destino de Ponyboy que não consegui fazer mais nada alem de ler.
Ponyboy Curtis é o caçula de três irmãos, Darrel Curtis o mais velho e Sodapop Curtis o irmão do meio. Os pais dos meninos são falecidos por causa de um acidente de carro e Darrel que já é maior de idade têm a guarda dos irmãos; mas para continuar juntos os três órfãos têm que evitar se meter em confusões.
O que fica muito difícil visto a realidade que os cercam, eles moram no subúrbio da pequena cidade de Tulsa, Oklahoma, e para os jovens do início da década de setenta a cidade está é dividida em duas gangues os Socs, que são os “ricaços”, e os Greasers que são os pobres descendes de mexicanos, que amargam empregos em postos de gasolina e sofrem com a perseguição da polícia. É a esse segundo grupo que os Curtis pertencem.

28 junho 2010

FORREST GUMP
Cris Compagnoni dos Reis10:33 1 comentários



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FORREST GUMP é com certeza um dos livros mais engraçados que já li, a história é muito boa, tanto que sua adaptação para o cinema, sob o mesmo título, rendeu treze indicações para o Oscar e levou o prêmio em seis delas.

Assim fica impossível não comparar o livro com o filme homônimo, e notei uma diferença que pode ser considerada pequena ou gigante simultaneamente; já que nas telonas pode se ver um drama, a triste história de um homem que têm o Q.I. muito abaixo da média e por toda a sua vida foi motivo de zombarias. Enquanto as páginas do livro divertem o leitor com uma narrativa cômica irresistível sendo que os acontecimentos na vida do protagonista são os mesmos no livro e no filme.

23 junho 2010

ISAAC NEWTON E SUA MAÇÃ
Cris Compagnoni dos Reis15:38 4 comentários


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Essa é a biografia mais engraçada que já li na minha vida! Não que Isaac Newton tenha sido um cara engraçado, isso ele não foi mesmo, não tinha o menor senso de humor, mas a forma como sua vida foi descrita nesse livro é recheada de cenas cômicas.
Todo mundo sabe que Newton foi aquele físico inglês que viveu há trezentos anos e que depois de levar uma maçãzada na cabeça enquanto descansava à sombra de uma macieira descobriu a Lei da Gravidade. Na verdade o trabalho dele vai muito além dessa Lei, mas não é de Física e nem de Matemática que o livro fala, e sim da vida desse ser humano estranho.
É, Isaac Newton era muito estranho, primeiros que ele era extremamente curioso (a ponto de ser perguntar por que a maçã caiu) e não media esforços para descobrir o porquê das coisas; chegou a enfiar arames dentro do seu próprio olho afim de fazer experiências de óptica geométrica.
O cara não tinha amigos, não se dava com ninguém da sua família, era odiado por quase todos que conviviam com ele. Era oportunista, invejoso e não conhecia ética alguma. Dizem as más línguas que usava de seu cargo para não deixar que se publicassem estudos de outros na mesma área que ele publicava.

22 junho 2010

SE HOUVER AMANHÃ
Cris Compagnoni dos Reis16:35 2 comentários


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Sem sombra de dúvida é um dos melhores livros que já li, Sidney Sheldon entrou pra minha lista de autores preferidos com ele e Tracy Whitney ganhou mais uma fã, como eu torci por essa personagem, acho que nunca encontrei uma protagonista que eu admirasse tanto, e creio que não estou sozinha nessa, uma amiga cogitou a hipótese de dar a sua filha, quando ela tiver uma, o nome de Tracy.
Parece exagero eu sei, mas a história é realmente muito boa, Tracy Whitney tinha um bom emprego, ganhava bem, estava apaixonada e iria se casar com um homem da alta sociedade que era carinhoso e bonito, se considerava a mulher mais feliz do mundo, e a com mais sorte também.
É aí que a história muda totalmente de rumo, acontece uma tragédia com a sua mãe e, ao tentar resolver, Tracy entra numa cilada e acaba por ser condenada a quinze anos de prisão; seu noivo perfeito a acusa de sujar o nome da sua família e a abandona a própria sorte. É nesse ponto que ocorre a passagem que mais gostei no livro, o modo como Tracy sai da cadeia, legalmente, muito antes de cumprir sua sentença, sem conseguir provar sua inocência.
Ela vai atrás da sua vingança, de provar a sua inocência, de fazer com que todos que a humilharam e lhe negaram ajuda paguem por isso. Ela acabou virando uma ladra de jóias, obras de arte, objetos de altíssimo valor; de início foi sem querer, mas acabou gostando na nova profissão, pois lhe propiciava viver várias aventuras, correr riscos, usar disfarces, ser várias mulheres diferentes.

21 junho 2010

PÁSSAROS FERIDOS
Cris Compagnoni dos Reis13:54 1 comentários


Não sei quanto tempo Colleen McCullough levou para escrever esse livro, mas posso afirmar que é um dos maiores que já li, senão o maior; fiquei um bom tempo devorando as páginas, viajando na história, torcendo por Meggie e sofrendo junto com ela; valeu a pena, e muito. PÁSSAROS FERIDOS conta a saga da família Clearys a partir do momento em que Paddy se muda com a esposa Fiona e os sete filhos para a enorme fazenda de criação de carneiros Drogheda, que é propriedade de sua irmã mais velha Mary Carson que é viúva e não tem fihos. Meggie é a caçula e a única filha do casal, ainda criança se apaixona por Ralf de Bricassart, que é padre e muito amigo da sua tia Mary. Ralf se encanta com a menina, mas sua posição impede que ele se envolva com ela; e sua ambição também, pois quando Marry está para morrer ela faz com que Ralf decida se a fazenda ficará de herança a família de Meggie ou a Igreja. Ralf opta por deixar que a fazenda fique com a Igreja, e usa desse poder financeiro que Mary lhe proporciona para deixar a remota paróquia perdida no interior da Austrália para freqüentar os salões do Vaticano. Deixando Meggie e sua família como empregados da fazenda. O livro passa por toda a história da família, desde a infância de Meggie até a morte de um dos seus filhos já adulto, o filho que ela teve com Ralf, e que assim como o pai tornou-se padre. A história é focada no amor entre Meggie e Ralf, que continua existindo, sempre, apesar da tristeza que causa da vida dela.